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Quem nunca ficou com receio de dar uma ideia no ambiente de trabalho? Embora isso não devesse acontecer, é uma situação recorrente nas empresas que não possuem um clima organizacional adequado. Para a psicóloga Veruska Galvão, uma das soluções para este problema é a distribuição igualitária de fala entre os colaboradores, fruto da chamada “segurança psicológica”.
“É muito comum que nas reuniões, nos treinamentos e nos momentos em que os times estão juntos, que somente 2 ou 3 pessoas, no máximo, tenham a fala. Quando a gente não tem essa distribuição de fala, é pouco provável que aquele time vá conseguir ter ideias novas, que vá conseguir ter novas soluções, inclusive, para velhos problemas”, explicou a especialista à SP RIO+.
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O que é segurança psicológica nas organizações?
O conceito diz respeito a um ambiente onde as pessoas se sentem confortáveis para falarem as suas opiniões. Para Veruska, é um tema que está em alta porque as pessoas cansaram de não serem elas mesmas no trabalho.
“Segurança psicológica é a crença compartilhada pelos membros de uma equipe de que aquela equipe é um ambiente seguro para você trazer o seu melhor, quem você é para trabalhar. Se arriscar, dar uma ideia, uma opinião, um questionamento, dizer que não sabe… Ou seja, ser você mesmo”, destacou.
Segundo a psicóloga, que também é uma das fundadoras do Instituto Internacional de Segurança Psicológica, estimular o conceito nas empresas estimula a produtividade entre os colaboradores.
“Quando as pessoas têm espaço para serem elas mesmas, elas conseguem utilizar mais os seus recursos internos. Ou seja, sua inteligência, sua criatividade. Elas conseguem inovar e resolver problemas com mais facilidade”, enfatizou.
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Veruska Galvão, especialista em segurança psicológica – Foto: Reprodução/Facebook
Sensibilidade social
Outra prática que a psicóloga considera fundamental nas organizações é o chamado “nível de sensibilidade social”. A ideia é que, durante uma conversa, as emoções do próximo sejam percebidas mesmo sem a necessidade de verbalizá-la.
“Quando nós estamos numa conversa, mesmo que você não me fale, não expresse verbalmente aquilo que você está sentindo, eu tenho a capacidade, com o meu repertório de vida e tudo o que já conheço da vida e das pessoas, de identificar em você se você teve algum desconforto em relação a algo que eu falei. É uma sensibilidade que precisa ser desenvolvida nas relações de trabalho”, refletiu.
Entretanto, a maior dificuldade de estimular esta prática nas empresas é o medo de falar o que sente. Conforme explicou Veruska, este é um sentimento natural do ser humano.
“Elas têm medo de parecerem fracas, vulneráveis, como se a vulnerabilidade fosse algo ruim. Mas a vulnerabilidade é algo da nossa humanidade. E falar da nossa vulnerabilidade é desenvolver a nossa coragem, de ser quem nós somos”.
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