
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) participou, nesta segunda-feira (23), do evento que oficializou a transição da Escola Municipal Professor Lafayette Rodrigues Pereira em uma unidade modelo do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, na cidade de Taubaté. Na oportunidade, o deputado disse que a ideologia de Paulo Freire causou indisciplina nas escolas.
Eduardo afirmou que, com as escolas militarizadas, “sai a baderna e o uso de drogas e entra a ordem e a disciplina”.
“Não é porque o militar é melhor que a gente […] eles têm algo na base deles, que são os valores e os princípios, o respeito às autoridades. Não tem isso de ficar questionando professor, não. Saiu a ideologia de Paulo Freire e nós resgatamos a disciplina”, disse.
Segundo Bolsonaro, o Brasil experimentou a ideologia de Freire e deu errado. Por isso, deveria retomar os exemplos de sucesso que haviam antigamente.
“As empresas multinacionais vêm para cá [Brasil] para pegar mão de obra, esse recurso humano nosso, porque é muito bom. Inpe, ITA, AFA, Escola de Especialistas, Barbacena e colégios militares. O brasileiro é bom, o brasileiro quer estudar, agora temos que mudar essa cultura”, afirmou o deputado.
Paulo Freire foi um educador e filósofo, que se tornou o brasileiro mais homenageado da história por universidades da Europa e América. Freire foi declarado como Patrono da Educação Brasileira (Lei nº 12.612). Ele defendia o método da alfabetização mediante ao diálogo entre professor e aluno e criticava o ensino em que os professores eram os “detentores” de todo conhecimento. Na política, integrou o Partido dos Trabalhadores (PT).
Nova escola cívico-militar em Taubaté
A escola EMEF Professor Lafayette Rodrigues Pereira foi escolhida, entre as demais da rede municipal, por estar situada em uma região de grande vulnerabilidade social e que tem como meta a melhoria nos indicadores educacionais.
A unidade de ensino passou a adotar um conceito de gestão nas áreas educacional, didático-pedagógica e administrativa, com a participação do corpo docente da escola e apoio dos militares, em oficinas ofertadas no contraturno das aulas regulares.
A prioridade no atendimento é direcionada a alunos que já estão matriculados na unidade do São Gonçalo e para a população que reside próxima a escola.