
Após a apreensão de uma motinho elétrica no Anel Viário, em São José dos Campos, o prefeito Anderson Farias (PSD) voltou a falar sobre as regras para circulação de veículos autopropelidos na noite desta quarta-feira (30).
Em vídeo publicado nas redes sociais, ele lembrou que, apesar de não exigirem emplacamento, esses equipamentos estão sujeitos a uma série de regras e podem ser apreendidos quando circulam de forma irregular. No vídeo, Anderson também pediu que pais orientem os filhos que utilizam os equipamentos e reforçou a importância dos cuidados de segurança.
“Não adianta ter capinha no celular, tem que ter capacete na cabeça. Não é para proteger o celular, tem que proteger você”, afirmou.
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Ao final, o prefeito resumiu o alerta em uma frase: “Se andar em desacordo, cuidado que a sua motinha pode ser a próxima a ir para o pátio”. Segundo Anderson, a Prefeitura já apreendeu outros equipamentos em diferentes pontos da cidade.
Ele citou ocorrências na Avenida Linneu de Moura e em corredores das regiões da Vila Ema, Vila Adyana e Jardim Aquarius. De acordo com Anderson, parte dos veículos fiscalizados apresentava alteração no sistema que limita a velocidade.
Entenda as regras
🛴 Autopropelidos
- Até 32 km/h e 1.000 watts de potência.
- Não precisam de placa ou habilitação.
- Podem circular em ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas.
- Não podem circular em vias com limite acima de 40 km/h.
- Em calçadas e áreas compartilhadas com pedestres, o limite é de 6 km/h.
🏍️ Ciclomotores
- Podem chegar a 50 km/h;
- Exigem habilitação (ACC ou A);
- Precisam de registro e emplacamento;
- Capacete é obrigatório;
- Devem circular na pista de rolamento e não podem usar ciclovias, ciclofaixas ou calçadas.
Também há restrições de comportamento que valem para os dois tipos de veículo. Os condutores não podem trafegar na contramão, usar celular ou fones de ouvido enquanto dirigem, conduzir com apenas uma das mãos ou transportar crianças menores de 10 anos.
Fiscalização está nas ruas
As dúvidas sobre as motinhos elétricas não são novas. Em abril, a Prefeitura passou a promover uma série de ações para explicar as regras de circulação e orientar usuários, lojistas e outros setores envolvidos com a chegada desses veículos à cidade.
Agentes de mobilidade foram enviados às ruas para conversar com a população. A secretária adjunta de Mobilidade Urbana, Letícia Diniz, definiu aquele período como um “momento de educação no trânsito”.
A proposta era dar tempo para que os usuários conhecessem as novas regras antes do início de uma fiscalização mais rígida, como vem acontecendo nas últimas semanas.