
Vivemos desde junho às consequências da chegada do El Niño, fenômeno que provoca alterações nos padrões climáticos. Entre seus efeitos estão temperaturas extremas, que poderão ser observadas conforme o verão se aproxima, e chuvas frequentes e intensas, como temos lidado quase diariamente no Vale do Paraíba ao longo das últimas semanas.
Para este ano, porém, os meteorologistas alertam para um “Super El Niño”, que pode levar à cenários ainda mais catastróficos. Especialistas da EDP, responsável pela distribuição de energia na região, vêm analisando esse fenômeno desde janeiro, para auxiliar na elaboração do Plano Verão, apresentado nesta terça-feira (22), com medidas para garantir o atendimento e o fornecimento de energia mesmo em cenários de crise.
Os impactos causados pelo fenômeno trazem maiores riscos de interrupções, aumento da demanda e sobrecarga nas redes elétricas, dificultando o planejamento da operação e das equipes das distribuidoras de energia.
De acordo com a EDP, a distribuidora tem investido em tecnologia para realizar o monitoramento das regiões e dos acionamentos, além de contar com uma rede própria de telecomunicações, garantindo a comunicação em situações de crise. A empresa também poderá expandir em até sete vezes sua capacidade operacional, de acordo com o número de acionamentos.

Segundo o presidente da EDP São Paulo, Diogenes Rosa, o objetivo das melhorias é tornar a rede mais robusta e ampliar a capacidade de atendimento aos moradores.
“A gente tem previsão de fazer investimentos na nossa rede de cinco bilhões, de 2025 até 2030. Isso equivale a 30% mais do que investimos nos anos anteriores. Pra deixar nossa rede mais robusta, mais forte, mais resiliente, pra poder aguentar o evento climático extremo”, disse o presidente da EDP São Paulo.
Os atendimentos da EDP são realizados pelo site e pelo aplicativo, além do WhatsApp, no número (11) 93465-2888, ou pela Central de Atendimento, no telefone 0800 721 0123.
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Efeitos do El Niño no Vale
O fenômeno El Niño, já está trazendo diversas consequências, como chuvas acima do normal, tempestades e quedas de barreiras. A previsão é de que ele se intensifique ao longo dos meses e chegue ao seu pico em dezembro, podendo ser o mais forte registrado nos últimos 70 anos.
A supervisora de consultoria meteorológica e meteorologista da Climatempo, Ana Clara Marques, falou sobre os efeitos do fenômeno nas cidades do Vale do Paraíba e o que esperar para os próximos meses.
“Aqui pra região do Vale, esse efeito vai ser mais ligado à primavera em si. A primavera inicia hoje e ele vai trazer um padrão ali mais ligado a chuvas de curto prazo, chuvas concentradas em períodos mais curtos, que vêm com raios, que vêm com vento, que vêm com esse potencial para causar transtornos em si pra população e menos dias de chuva distribuída ao longo do tempo”, disse a meteorologista no evento.