
Uma microexplosão atmosférica provocou ventos de até 126,7 km/h, chuva intensa e destruição em Cachoeira Paulista, no Vale do Paraíba, na tarde deste sábado (7). O fenômeno destelhou 23 residências, derrubou árvores, rompeu cabos de energia elétrica e causou alagamentos. Diante dos estragos, a Prefeitura decretou situação de emergência no município.
A classificação do fenômeno foi feita pela Defesa Civil do Estado de São Paulo. As rajadas de vento atingiram aproximadamente 126 km/h, velocidade suficiente para arrancar telhados, derrubar árvores e lançar objetos. Os bairros São José, Vila Carmem e São João estão entre os mais afetados.
De acordo com o decreto municipal publicado neste sábado pela prefeitura, o temporal também provocou a queda de 18 árvores, três rompimentos de cabos da rede elétrica e um registro de inundação. O documento aponta ainda que o volume de chuva chegou a 50 milímetros em um período de 12 horas.
O que é uma microexplosão atmosférica?
Apesar do nome, a microexplosão atmosférica não tem relação com uma explosão convencional. Trata-se de um fenômeno meteorológico associado a tempestades, caracterizado por uma forte corrente de ar que desce rapidamente das nuvens em direção ao solo.
Ao atingir a superfície, essa corrente se espalha em diferentes direções, provocando rajadas de vento muito intensas e concentradas em uma área relativamente pequena. É como se uma grande quantidade de ar fosse empurrada de uma só vez contra o chão, espalhando-se com força para os lados.
Esse movimento pode provocar estragos em poucos minutos, como destelhamentos, quedas de árvores, rompimento de fios e danos a estruturas. A intensidade dos ventos pode ser comparável à de fenômenos severos, embora a microexplosão não seja um tornado: enquanto no tornado o vento gira em torno de um eixo, na microexplosão o ar desce e se espalha ao atingir o solo.
Situação de emergência
Com o decreto, o município reconhece oficialmente os danos provocados pelo temporal e autoriza a mobilização de todos os órgãos municipais, sob coordenação da Defesa Civil, para atender às ocorrências e trabalhar na recuperação das áreas atingidas.
O documento também permite a convocação de voluntários e a realização de campanhas para arrecadar recursos destinados ao atendimento da população afetada.
A Defesa Civil municipal continua acompanhando a situação em campo, enquanto o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) monitora as condições meteorológicas.
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Previsão e orientações
Todo o estado de São Paulo permanece em nível de alerta laranja para temporais. Para este domingo (8), a previsão indica a continuidade de pancadas de chuva em diferentes regiões, com intensidade moderada e, em alguns pontos, forte, acompanhadas de raios e rajadas de vento.
A Defesa Civil recomenda que a população evite permanecer próxima de árvores, postes, placas e estruturas que possam cair durante as rajadas. Também orienta que objetos soltos em quintais, varandas e sacadas sejam recolhidos e que as pessoas procurem abrigo em locais fechados, longe de janelas e coberturas frágeis.
Em caso de alagamentos, a orientação é não atravessar ruas inundadas nem tentar passar por áreas com correnteza.
Para receber alertas gratuitos da Defesa Civil por SMS, basta enviar o CEP da localidade para o número 40199. Em situações de emergência, os telefones são 199, da Defesa Civil, e 193, do Corpo de Bombeiros.