
A Embraer registrou a maior receita da história para um primeiro trimestre em 2026. De acordo com balanço divulgado nesta sexta (8), a fabricante de aeronaves, com sede em São José dos Campos, faturou R$ 7,6 bilhões entre janeiro e março deste ano, alta de 18% em relação ao mesmo período de 2025.
Em dólares, a receita chegou a US$ 1,4 bilhão no trimestre, avanço de 31% na comparação anual. O resultado foi impulsionado principalmente pelas áreas de Defesa & Segurança e Aviação Comercial.
Lucro e investimentos
O lucro líquido da Embraer nos três primeiros meses de 2026 foi de R$ 145,4 milhões. No mesmo período de 2025, o lucro havia sido de R$ 299,9 milhões.
A empresa investiu US$ 98,8 milhões no trimestre. Somando os aportes na Eve (subsidiária de mobilidade e reurbanização que desenvolve o carro voador), o total investido chegou a US$ 98,8 milhões no trimestre.
Somando os aportes na Eve (subsidiária de mobilidade e reurbanização que desenvolve o carro voador), o total investido chegou a US$ 148,6 milhões.
Entregas e produção
A Embraer entregou 44 aeronaves no primeiro trimestre de 2026, 14 a mais do que no mesmo período de 2025 (30 aeronaves). Crescimento de 47%.
Entregas por segmento:
- Jatos comerciais: 10
- Jatos executivos: 29
- Aeronaves de defesa: 5 (sendo um KC-390 Millennium e quatro A-29 Super Tucano)
Carteira de pedidos recorde
A carteira de pedidos consolidada (backlog) cresceu 21,6% na comparação anual, atingindo US$ 32,1 bilhões. Esse é o sexto recorde histórico consecutivo da fabricante.
O segmento de Aviação Comercial teve destaque, com crescimento de 50% na carteira de encomendas.
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Impacto das tarifas e projeção
A Embraer afirmou que as tarifas de importação dos Estados Unidos geraram impacto de US$ 13 milhões durante o trimestre.
A empresa manteve as projeções divulgadas anteriormente:
- 80 a 85 aeronaves comerciais entregues no ano
- 160 a 170 jatos executivos entregues no ano