
É torcer para que dê certo…
A Prefeitura de São José dos Campos lançou na última semana o programa “São José Social”, uma frente ampla unindo governo, entidades sociais e classistas, lideranças religiosas, comércio, forças de segurança, vereadores e a sociedade civil com o objetivo de garantir cidadania, autoestima e reconstrução de histórias de vida e laços familiares para a população em situação de rua da cidade.
O modelo clona o modelo do programa “São José Unida”, criado no governo Felicio Ramuth e que une as forças de segurança com o objetivo de reduzir a criminalidade.
O foco agora, no governo Anderson Farias (PSD), é unificar a estratégia de trabalho e as ações de diversos grupos que atuam na área social na tentativa de resolver um problema que afeta todos os grandes e médios centros urbanos: o crescimento da população em situação de rua.
Com a liderança da prefeitura, serão desenvolvidas ações coordenadas entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, entidades sociais e religiosas, além de voluntários, para atenção aos usuários de drogas em situação de rua.
O programa integra o Plano de Gestão 2025-2028, com o objetivo de melhorar a vida das pessoas em situação de vulnerabilidade social. E foi construído a partir do trabalho do vice-prefeito, Wilker dos Santos Lopes (MDB) ao longo de quase 12 meses de reuniões e estudos.
Meses atrás, Wilker comentou comigo sobre o “São José Social”. Admirei sua dedicação ao projeto na ocasião e fico feliz em ver que ela não diminuiu com o tempo.
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Vai dar certo? Torço que sim.
São José dos Campos tem cerca de 250 pessoas em situação de rua (esse número é flutuante, oscila no dia a dia), pessoas que passam os dias e pernoitam nas ruas, avenidas, terrenos baldios e praças da cidade.
Segundo dados oficiais, 80% delas são dependentes químicos, um fator que complica ainda mais essa equação. E muitos vêm de fora, atraídos pela ajuda que o joseense, generoso, dá nas ruas e semáforos, apesar das campanhas oficiais do tipo “não dê esmola”.
Para reverter essa situação não existe ovo de Colombo nesse caso. Só muito trabalho, trabalho contínuo, investimento e união de esforços.
Segue o baile…