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    Você está em:Início » BYD e Amado Batista entram na ‘lista suja’ do trabalho escravo, divulgada pelo MTE
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    BYD e Amado Batista entram na ‘lista suja’ do trabalho escravo, divulgada pelo MTE

    Atualização do MTE inclui 169 novos empregadores; no Vale do Paraíba, três empresas seguem no cadastro desde anos anteriores
    8 de abril de 2026Updated:8 de abril de 2026Nenhum comentário3 Minutos de Leitura
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    BYD e Amado Batista entram na 'lista suja' do trabalho escravo
    Cadastro do Ministério do Trabalho reúne empregadores flagrados explorando trabalho em condições análogas à escravidão (Créditos: Reprodução/Instagram)

    O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou nesta terça-feira (7) a nova atualização do Cadastro de Empregadores flagrados explorando trabalho em condições análogas à escravidão, conhecido como “lista suja”.

    Ao todo, 169 novos nomes foram incluídos, elevando o total para 613 empregadores (confira a lista completa), um aumento de 6,28% em relação à lista anterior.

    Entre os destaques da atualização estão a montadora chinesa BYD e o cantor e empresário Amado Batista, autuados após fiscalizações realizadas em 2024.

    BYD

    No caso da BYD, a inclusão está relacionada a uma operação realizada entre dezembro de 2024 e maio de 2025, em Camaçari (BA), onde a empresa constrói sua fábrica de veículos elétricos e híbridos. Durante a ação, 163 trabalhadores chineses foram resgatados em condições análogas à escravidão, de um total de 471 trazidos ao Brasil de forma irregular, segundo informações do MTE.

    O ministério informou que trabalhadores enfrentavam condições degradantes, como alojamentos precários, falta de estrutura básica, alimentação inadequada e jornadas exaustivas de pelo menos 10 horas diárias, além de restrições de locomoção.

    A empresa firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) de R$ 40 milhões com o Ministério Público do Trabalho.

    Amado Batista

    Já o cantor Amado Batista teve o nome incluído após fiscalização em propriedades rurais em 2024. De acordo com o MTE, foram identificados 10 trabalhadores em situação irregular, submetidos a jornadas exaustivas e alojamentos precários.

    A assessoria do artista informou à imprensa que um TAC foi firmado e as obrigações trabalhistas já foram cumpridas.

    Veja também: Sesi abre mais de 900 vagas gratuitas para EJA em São José e Jacareí; inscrições vão até 10 de abril

    Vale do Paraíba tem três casos anteriores

    Apesar da nova atualização não incluir empregadores do Vale do Paraíba, três registros da região seguem ativos no cadastro, referentes a fiscalizações feitas entre 2023 e 2024.

    Em Igaratá, um estabelecimento do setor de construção civil (CNAE 4399-1/03) foi incluído após fiscalização em 2024 que identificou dois trabalhadores em condições irregulares. A decisão administrativa que confirmou as infrações é de maio de 2025, com inclusão na lista em outubro do mesmo ano.

    Em São José dos Campos, o caso envolve uma atividade de manutenção e reparação de veículos (CNAE 4520-0/06). A fiscalização ocorreu em 2023 e também resultou no resgate de dois trabalhadores. A inclusão no cadastro foi formalizada em abril de 2025.

    Já em Ubatuba, o registro é de um restaurante localizado na região do Itaguá (CNAE 5611-2/01). A ação fiscal de 2024 identificou seis trabalhadores em situação irregular, com decisão administrativa em abril de 2025 e inclusão na lista em outubro.

    Nos três casos, a inclusão no cadastro ocorreu após decisão administrativa definitiva, sem possibilidade de recurso.

    O que é a “lista suja” do trabalho escravo

    A “lista suja” é atualizada duas vezes por ano pelo MTE, em abril e outubro, e tem como objetivo dar transparência às ações de combate ao trabalho escravo no país. Estar no cadastro pode gerar restrições de crédito e impactos diretos na atividade econômica dos envolvidos.

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