
A Defesa Civil de São José dos Campos autorizou, neste domingo (15), o retorno dos moradores para um prédio de 34 apartamentos e para duas casas que estavam interditados no Jardim Imperial desde a semana passada, quando uma cratera se abriu na região.
A liberação aconteceu por volta das 9h, segundo Rafael Barbosa, síndico do prédio. Logo cedo, alguns moradores já começaram a voltar para os apartamentos, após dias de apreensão.
No total, 156 pessoas haviam ficado desalojadas após a interdição do edifício e de quatro residências.
“Fiz uma união com os moradores, levamos produtos de limpeza e já limpamos todo o chão do prédio. Agora está tudo cheiroso, graças a Deus”, disse Rafael, contente com a possibilidade de retornar ao prédio.

Outros dois imóveis seguem interditados
Apesar da boa notícia, a situação ainda não está totalmente normalizada. Outras duas casas, localizadas mais próximas da cratera, permanecem interditadas pela Defesa Civil.
Ainda não há previsão de quando os moradores desses imóveis poderão retornar.
O número atualizado de desalojados não foi divulgado pela Prefeitura até o momento.
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Como está a obra
A liberação do prédio e das duas casas só foi possível depois que a cratera foi fechada com pedras, em uma primeira etapa de contenção.
O local ainda passará por obras nas próximas semanas para recuperar a galeria de água que rompeu e causou o afundamento do terreno.
Entenda as três etapas da recuperação:
- Contenção e sondagem: o que está em andamento. Máquinas fazem o aterramento do buraco com camadas de pedras para estabilizar o terreno. Também serão feitas sondagens ao lado do prédio para verificar a firmeza do solo.
- Preenchimento de vazios: os tubos metálicos antigos da galeria pluvial se deterioraram, criando buracos vazios no subsolo. Essa etapa vai preencher esses espaços com material adequado para evitar novos afundamentos.
- Nova galeria sem quebradeira: a Prefeitura vai instalar uma nova galeria paralela à antiga usando um método não destrutivo. Segundo a administração municipal, isso significa menos barulho, menos lama e mais segurança para as construções do entorno.
Após concluir os serviços nessa primeira área, as equipes se deslocarão para o outro ponto afetado, na esquina com a Rua Roberto Baranov, para estabilizar o talude e continuar a recuperação.
Um problema de 15 anos
A Rua Felisbina de Souza Machado tem um histórico de 15 anos com afundamentos, buracos e crateras no asfalto e nas calçadas.
O novo rompimento, durante a chuva do último sábado, levou à interdição preventiva de 38 imóveis – um prédio de 34 apartamentos e quatro casas.