
Uma grande cratera, que se abriu na tarde do último sábado (7), na rua Felisbina de Souza Machado, Zona Sul de São José dos Campos, aprofundou uma crise que já dura 15 anos na região.
O afundamento da rua, durante um temporal, levou à interdição preventiva de 38 imóveis, um prédio de 34 apartamentos e quatro casas, deixando 156 pessoas desalojadas.
Nesta segunda (9), equipes da Defesa Civil, da Prefeitura e das concessionárias de serviços (EDP, Sabesp e Comgás) realizam vistorias técnicas no local.
De acordo com Rafael Barbosa, síndico do prédio interditado, chamado Jardim de Sevilha, a Defesa Civil está colocando lonas em cima da cratera para evitar que a chuva continue caindo no buraco.

A prioridade da Defesa Civil é avaliar a estabilidade do solo e os riscos de novos desabamentos. Não há previsão de quando os moradores poderão retornar às suas casas.
Com as chuvas do fim de semana, as laterais da cratera ficaram instáveis, e um poste de energia foi totalmente tragado pelo buraco.
Histórico de problemas
A rua Felisbina de Souza Machado tem um histórico de 15 anos com ocorrências de afundamentos, buracos e crateras no asfalto e nas calçadas.
De acordo com a Prefeitura, todos os moradores foram orientados a deixar os imóveis e, neste momento, estão acolhidos em casas de familiares e amigos. O local permanece isolado e sinalizado.
Esta é a segunda cratera a se abrir na vizinhança em apenas duas semanas. A nova abertura está a apenas 250 metros do primeiro buraco, que chegou a engolir um caminhão.
Resposta das concessionárias
A Sabesp informou que concluiu, no domingo (8), as adaptações necessárias nas tubulações de água afetadas pelo rompimento de uma galeria de águas pluviais. A estrutura de drenagem, segundo a companhia, não é de sua responsabilidade.
Além disso, a concessionária afirmou que seguirá monitorando a área e permanece de prontidão para novas intervenções, se necessário.
A EDP destacou que suas equipes estão mobilizadas para a substituição dos postes atingidos e a reconstrução total da rede elétrica local.
A empresa ressalta, no entanto, que o avanço dos trabalhos depende das condições climáticas e de segurança no local.
Já a Comgás informou que está monitorando a rede de gás encanado na área da nova erosão. Não foram registrados vazamentos, mas, por medida de segurança, o fornecimento para os imóveis interditados foi interrompido. A empresa permanece à disposição dos órgãos competentes.
Investigação
Equipes técnicas da Secretaria de Obras, da Defesa Civil e da Guarda Civil Municipal (GCM) de São José trabalham para identificar a causa exata do novo afundamento e avaliar se há riscos de expansão da área afetada.
A Prefeitura reforçou que a interdição é uma medida preventiva essencial para garantir a segurança dos moradores.