
A Polícia Federal (PF) determinou que Eduardo Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), volte a exercer o cargo de escrivão na corporação. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta (2).
Eduardo estava afastado da PF desde que assumiu o mandato de deputado federal por São Paulo.
No entanto, em 18 de dezembro, ele teve o mandato cassado pela Câmara dos Deputados por ter faltado a mais de um terço das sessões deliberativas do ano, o que é proibido pela Constituição.
Eleito por São Paulo, o parlamentar mora nos Estados Unidos desde o início de 2024, alegando “perseguição política e jurídica” no Brasil.
Ele tentou exercer o mandato à distância para evitar as faltas, mas a estratégia não foi aceita pela Casa.
Retorno imediato e advertência
O ato publicado no DOU, assinado pelo diretor de Gestão de Pessoas da PF, determina a “cessação do afastamento” a partir de 19 de dezembro de 2025 – dia seguinte à cassação – e ordena o “retorno imediato ao exercício do cargo” na lotação de origem.
O documento também faz um alerta: a “ausência injustificada” a partir de agora poderá resultar em providências administrativas e disciplinares contra ele.
Na prática, se ele não se apresentar para trabalhar, poderá sofrer as consequências previstas no regimento da PF.