
O vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth (PSD), afirmou que “a Cracolândia acabou e não voltará”, seis meses após o esvaziamento da principal concentração de usuários de drogas nas ruas do centro da capital. Segundo o vice-governador, o que existem são pequenas concentrações de usuários que rapidamente são desfeitas. A declaração foi dada em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta terça-feira (11).
Segundo Ramuth, que coordena as ações do governo estadual voltadas à questão, a política atual, desenvolvida em conjunto com a Prefeitura de São Paulo, não permitirá mais o consumo e o comércio de drogas em locais públicos.
“A política deste governo estadual, em conjunto com o governo municipal, não vai admitir o consumo e comércio de drogas a céu aberto. Você não encontra na cidade de São Paulo nenhuma cena parecida com aquilo que você viu. Eram 2.500 usuários numa zona livre, onde o Estado não entrava. Isso não existe mais”, afirmou.
O vice-governador também negou que o fim da concentração tenha provocado a formação de “minicracolândias” em outras regiões. “Quando digo que apenas 10% das pessoas que a gente encontra hoje, eventualmente na região central e no centro expandido, fazendo uso, é advindo de lá, da Cracolândia, a gente confirma que não houve um espalhamento. Não são os mesmos usuários”, disse.
Ramuth reconheceu, no entanto, que ainda há grupos pequenos de pessoas consumindo drogas em pontos específicos da cidade, como o Parque Dom Pedro II, mas afirmou que os casos são pontuais.
“Estamos fazendo uma grande operação lá. Mas não são Cracolândias, são locais que podem ter uma junção de 10, 15 usuários. Quando isso vai acontecer, a gente faz as abordagens com as equipes de saúde e assistência social”, declarou ao Estadão.
O vice-governador também afirmou que parte dos usuários atendidos aceitou tratamento, concluiu o processo ou retornou às famílias. “Temos dados e histórias para contar de quem hoje está trabalhando. O que nós fizemos foi um atendimento àquela população e evitamos o influxo, pessoas que vinham do Brasil e de várias cidades, buscando a Cracolândia para se esconder e para consumir droga. Sessenta por cento das pessoas eram de fora da cidade de São Paulo”, disse.
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