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    Sobre preservações e mudanças

    Na Unificação da Itália, para a aristocracia manter privilégios diante das mudanças sociais e políticas, precisava se adaptar e aceitar transformações
    10 de julho de 2025Nenhum comentário3 Minutos de Leitura
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    Sobre preservações e mudanças
    O Leopardo (Créditos: Reprodução)

    A famosa frase “Se queremos que tudo continue como está, é preciso que tudo mude” é dita por Tancredi Falconeri, sobrinho do Príncipe de Salina, no livro O Leopardo (Il Gattopardo), de Giuseppe Tomasi di Lampedusa (1896-1957).

    Na época da Unificação da Itália, a ideia era de que para a aristocracia manter posições e privilégios diante das mudanças sociais e políticas, precisava se adaptar e aceitar algumas transformações.

    Lampedusa morreu de câncer um ano antes de o livro ser publicado. Ele nunca soube que seria um dos clássicos da literatura (e mais tarde do cinema, quando dirigido por Luchino Visconti, em 1963).

    Os clássicos têm a capacidade de transcender o tempo e as gerações. E nada mais atual do que a frase de Tancredi. O leopardo (do título) está presente no brasão da família decadente. O animal é visto como forte e dominante, mas precisa se adaptar para não ser extinto.

    (Créditos: Amazon)

    Estamos sempre nos atualizando sobre mudanças climáticas, sobre a necessidade de conservação de solo e redução de espaço, etc. O mundo fica cada vez menor.

    Semana passada, a amiga Pitiu Bomfin (colunista deste Portal) me encaminhou um artigo da Ars Technica sobre a digitação destrutiva de livros.

    Não sei ainda se estou chocada. Parece que ficamos imunes às coisas do mal feitas em nome do bem. Lembrei-me do susto e indignação provocados por Farenheit 451, romance distópico de ficção científica soft, escrito por Ray Bradbury (publicado em 1953).

    A história se passa num futuro em que os bombeiros queimam livros, pois a leitura de qualquer material impresso é ilegal e considerada perigosa para a estabilidade social. O título se refere à queima do papel em 451 graus Fahrenheit (232,78 °C – pesquisei no chat).

    (Créditos: Amazon)

    O artigo da Ars Technica mostra como a empresa de IA Anthropic comprou (em grande escala) livros para serem desencapados e desgrudados da lombada para serem digitalizados. Os volumes são imensos, inimagináveis.

    Depois de digitalizados são destruídos. Uma realidade de novas fogueiras?

    “O juiz William Alsup qualificou a operação de digitalização destrutiva como uso justo, porque a Anthropic havia adquirido legalmente os livros primeiro, destruído cada cópia impressa após a digitalização e mantido os arquivos digitais internamente, em vez de distribuí-los. O juiz comparou o processo à ‘conservação de espaço’ por meio da conversão de formatos e o considerou transformador.”

    Para pensar: o ChatGPT (e outros) precisa ser alimentado por uma rede neural de bilhões de palavras; onde estão essas palavras? Nos livros.

    Se os jovens não leem e não aumentam seu vocabulário, os bots saberão ler e ordenar o pensamento? Esses jovens estão se preparando para esse “depois da esquina”?

    Leia mais: Da ‘A Cegueira do Rio’ e outras cegueiras

    Modelos bem treinados saberão construir respostas mais eficazes. Dizia o grande filósofo do futebol Neném Prancha: “treinar é só para craques, eles ficam cada vez mais craques. Se treinar perna de pau, ele vai ser mais perna de pau”.

    O bot faria as ligações que fiz para a construção deste texto (Lampedusa + Bradbury + Arstechnica + Neném Prancha + Nelson Rodrigues)? 

    Será? Devemos nos preocupar? Vamos ter a IA substituindo a cabeça criativa dos que se dedicam? Preciso voltar ao artigo e ler novamente.

    Nas palavras de Nelson Rodrigues: “Se os fatos provam o contrário, pior para os fatos…”

    IA inteligencia artificial jovens leitura livros

    * A opinião dos nossos colunistas não reflete necessariamente a visão do portal spriomais.

    Tati Iaconelli e May Parreira

    Tati Iaconelli e May Parreira

    May Parreira é psicóloga, professora, supervisora e terapeuta há 25 anos. Sua filha, Tati Iaconelli, é formada em propaganda e marketing. Juntas, comandam o Ofício das Palavras, editora e estúdio literário que tem como objetivo lançar novos talentos da língua portuguesa.
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