
A inclusão da iInteligência artificial (IA) nas salas de aula tem sido um recorrente tema de discussão por professores, pais e educadores no país.
Para Rafael Irio, consultor, autor e empreendedor com 15 anos de experiência internacional no setor de tecnologia da informação, com o avanço da IA em nosso cotidiano, o mais urgente é garantir que os estudantes entendam o impacto ético dessa ferramenta – e isso, segundo ele, deve virar matéria obrigatória, desde o ensino infantil até a universidade.
“O mais importante é o entendimento ético, que vai muito além do desenvolvimento técnico da tecnologia”, afirma Irio.
“Entender quais são os limites, o poder de influência de uma inteligência artificial. A IA não é neutra, ela carrega tendências, vieses, puxa informação da internet, de livros, e muito da opinião, do pensamento, do desenvolvedor daquela tecnologia“, explica o especialista.
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Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pela New York University, Irio atua em projetos voltados à IA aplicada à educação e ao futuro do trabalho.
Um dos seus destaques é a criação de uma metodologia pioneiro de alfabetização em IA para crianças de 9 a 13 anos.
A proposta combina atividades práticas e acessíveis com foco na construção da consciência digital desde cedo e foi tema de discussão no podcast talkmais.
O episódio teve apresentação do jornalista Gabriel Duarte e a participação especial da colunista Renata Perrenoud, da Eduação Conectada.
Na avaliação de Irio, é essencial que os alunos aprendam a questionar e interpretar criticamente as informações geradas por algoritmos.
“Quando a gente fala da educação, principalmente do lado do plágio, da propriedade intelectual, da importância do seu próprio ponto de vista, tudo isso está dentro do pilar ético.”
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Além da atuação como consultor, Rafael Irio é autor do livro “2050: A Era do Humano Singular”, lançado nos Estados Unidos, em que analisa os impactos da IA sobre a educação e o mercado de trabalho.
Para ele, o desafio não é apenas preparar as próximas gerações para usar a inteligência artificial, mas garantir que elas saibam pensar com autonomia diante dela. “Na minha opinião, esse seria o pilar ético a ser introduzido, e desde cedo”, completa.