
No seu primeiro Angelus como líder da Igreja Católica, o Papa Leão XIV fez um forte apelo por paz neste domingo (11), na Praça São Pedro, no Vaticano.
Diante de cerca de 100 mil fiéis, o pontífice destacou o sofrimento causado por guerras atuais e passadas, e pediu um novo compromisso dos líderes mundiais para evitar conflitos armados.
O Angelus é uma tradicional oração rezada pelos católicos aos domingos e dias santos, normalmente ao meio-dia. No tempo pascal, entre a Páscoa e Pentecostes, ela é substituída pela oração do Regina Caeli. Após a oração, o Papa costuma fazer uma breve reflexão e falar com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, em Roma.
“Nunca mais a guerra!”, clamou o Papa, ao recordar os 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, em 8 de maio de 1945.
Ele citou as cerca de 60 milhões de vítimas do conflito e afirmou que o mundo vive hoje uma “terceira guerra mundial em pedaços”, retomando expressão usada com frequência pelo Papa Francisco, seu antecessor.
Durante a mensagem, Leão XIV demonstrou solidariedade com regiões atualmente marcadas por violência. Ele mencionou diretamente a Ucrânia e pediu por uma paz “autêntica, justa e duradoura” no país, além da libertação de prisioneiros e o retorno de crianças separadas de suas famílias.
O Papa também se referiu à crise no Oriente Médio e pediu o fim imediato dos bombardeios em Gaza.
“Dói-me profundamente o que acontece na Faixa de Gaza. Cesse imediatamente o fogo! Que seja prestado socorro humanitário à população civil exausta e que todos os reféns sejam libertos”, declarou.
Em meio aos alertas, o pontífice também trouxe palavras de esperança. Ele celebrou o anúncio recente de cessar-fogo entre Índia e Paquistão e disse esperar que os dois países avancem nas negociações de paz.
Leão XIV encerrou sua fala confiando seus apelos à intercessão de Maria, a quem chamou de “Rainha da Paz”. Ele também aproveitou o momento para desejar um feliz Dia das Mães às mães do mundo todo — incluindo as que já faleceram —, já que a data é celebrada neste domingo em diversos países, como a Itália e o Brasil.
Ao final da cerimônia, o Papa acenou e sorriu para os fiéis, agradecendo os aplausos e desejando “um bom domingo” a todos.