Close Menu
    Sobre a spriomais
    • Institucional
    • Equipe
    • Contato
    Escute a rádio spriomais
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube LinkedIn WhatsApp
    • Institucional
    • Equipe
    • Contato
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube Spotify LinkedIn WhatsApp
    spriomais
    • Notícias
      • Cidades
      • Cultura
      • Especiais
      • Esporte
      • Geral
      • Made In Sanja
      • Meio Ambiente
      • Mulher
      • Polícia
      • Política
      • Tecnologia
      • Turismo
    • Colunas
      • + Arte na Cidade
      • Animais Ok
      • Berlim Esporte Clube
      • Código Fonte
      • Cozinha sem Chef
      • Curiocidades
      • Da janela do Helbor
      • ESG na Prática
      • Esquecimento Global
      • Fora do Cabide
      • Ofício das Palavras
      • Playlist de maestro
      • Todas as Claves
      • Viva
    • Podcast
    • Branded
    • Acontece spriomais
    • Publicidade Legal
    rádio
    spriomais

    Pref SJC

    Você está em:Início » Van Brito e Romero Gogh
    + Arte na Cidade

    Van Brito e Romero Gogh

    25 de abril de 2025Nenhum comentário6 Minutos de Leitura
    WhatsApp Facebook Twitter LinkedIn Email
    Compartilhe
    Facebook Twitter LinkedIn WhatsApp Email Copy Link
    Van Brito e Romero Gogh
    (Créditos: Ilustração)

    Um pessimista otimista diria, sem pestanejar, que se trata de uma dupla de cantores, talvez lá das bandas da Chapada Diamantina.

    Pintores, escritores, músicos, artistas em geral aparecem com frequência em disputas conceituais por explorarem, em suas produções, perspectivas diferentes do senso comum, contribuindo para expandir nossa compreensão do mundo.

    Ariano Suassuna fundou o Movimento Armorial em 1970 com o intuito de criar uma arte autêntica brasileira baseada nas raízes populares, ameaçadas pela cultura de massa. Esse movimento contribuiu e inspira produções até hoje. Os grafites do recifense Derlon Almeida refletem sua admiração pelo grande artista xilogravador Gilvan Samico, também do Recife.

    (Créditos: Reprodução/Internet)

    Antonio Nóbrega, que integrou, a partir de 1971, o Quinteto Armorial, tocando violino e rabeca, acredita que o Brasil institucional, da academia, não mudou tanto, e a arte popular ainda fica relegada a festas como o carnaval.

    Machado de Assis, defensor da necessidade de se criar uma identidade cultural brasileira autêntica, influenciou o pensamento dos modernistas e não acreditava que a recém-independência política automaticamente traria uma independência literária para o Brasil. Suas críticas contribuíram para a renovação artística que o modernismo produziria.

    Paranoia ou Mistificação, nome da coluna de Monteiro Lobato no jornal Estado de São Paulo, conseguiu, através de sua crítica feroz à Anita Malfatti, aproximar “o grupo dos cinco”, que saíram em sua defesa, possibilitando novos diálogos sobre arte que culminaram na Semana de Arte de 22.

    A coluna detonou a “Exposição de Pintura Moderna” com 53 obras, sendo que, das 8 obras vendidas, várias foram devolvidas após a crítica de Monteiro Lobato.

    Quase um elogio — “Essa artista possui talento vigoroso, fora do comum. Poucas vezes, através de uma obra torcida para a má direção, se notam tantas e tão preciosas qualidades latentes” — e ainda comparou “as telas aos desenhos que ornam as paredes internas dos manicômios”.

    Caberiam várias análises a esses defensores da arte brasileira, mas o mais importante é que foi a partir desses fatos que surgiram reações que aproximaram grupos de artistas e possibilitaram, de fato, um novo olhar sobre a nossa produção artística e a cultura nacional.

    O contexto atual das artes plásticas brasileiras esteve muito bem representado na última Bienal de Veneza, com a primeira curadoria de um brasileiro, Adriano Pedrosa.

    O modernismo brasileiro, que tentou se descolar do colonialismo europeu, chegou em 2025 à Royal Academy of Arts (Londres) com o título “Brasil! Brasil! O nascimento do modernismo”. Brasil com S mesmo. Foram 130 obras reunidas com financiamento estrangeiro, que ficaram expostas até 21 de abril.

    Após o sucesso da exposição de Tarsila do Amaral, com mais de 123 mil visitantes, o Grand Palais de Paris receberá a exposição “Nosso Barco Tambor Terra”, do artista brasileiro Ernesto Neto, a partir de junho próximo.

    Últimas leituras de +Arte na Cidade:

    • Razão e sensibilidade
    • Celebração às grandes mentiras – as serpentes marinhas estão de volta

    Adriana Varejão, que dialoga com elementos barrocos em suas pinturas e instalações, com interesse pela história da colonização portuguesa no Brasil e a violência desse processo, expõe atualmente Entre os Vossos Dentes no Centro de Arte Moderna da Gulbenkian, em Lisboa.

    Em Nova York, sua exposição atual Don’t Forget, We Come From the Tropics pretende dar mais visibilidade para a fauna amazônica. Depois dos azulejos, a cerâmica entra na sua produção e desafia a hierarquia entre arte e artesanato.

    — A exposição de Adriana Varejão, em Nova York, no museu Hispanic Society, apresenta uma instalação impactante: uma sucuri, símbolo da Amazônia, envolvendo a estátua de El Cid, um herói da Reconquista espanhola, criando um diálogo entre natureza e colonialismo. A obra de Varejão busca subverter a simbologia da dominação e questionar a relação entre natureza e humanidade.

    Jorge Amado foi publicado em mais de 50 países. A lista vai aumentando exponencialmente se incluirmos literatura, música, dança, teatro. Não somos mais somente exportadores da cultura clichê de país tropical. A arte brasileira hoje reflete nossa cultura, nossa história, valores e nossa forma de ver o mundo.

    Cada vez mais nos conscientizamos da natureza dupla, tanto cultural quanto econômica, das expressões culturais contemporâneas produzidas por artistas e profissionais da cultura.

    A arte brasileira do início do século passado tinha na arte europeia sua maior referência e assim seguiu por várias décadas, tendo ainda hoje muitos resquícios na nossa sociedade. Trazida pelos colonizadores, não resistiu à miscigenação cultural causada pelos grupos étnicos, principalmente povos originários e africanos.

    Temos tanta diversidade cultural e pouco tempo de existência como país independente que ainda precisamos defender essa diversidade como nosso grande potencial criativo. E temos conseguido.

    Mudanças de perspectivas também são possíveis em situações desafiadoras, como poucos recursos e não reconhecimento do que nossa arte e cultura produzem aqui e agora.

    Prova disso são os inúmeros movimentos artísticos que resistem, se reinventam, são capazes de efetivar conexões inesperadas, surpreendentes e permanecer produzindo. E isso ocorre em várias escalas; não precisamos mais da referência europeia, nem ficarmos como lanterninhas do interior paulista virados para a capital.

    Alguns poucos grupos integram atuação e música a partir de propostas em editais que depois não conseguem dar continuidade em suas pesquisas. Mas pesquisam e produzem.

    A Cia de Teatro da Cidade tem, no seu vasto currículo, espetáculos autênticos com narrativas do nosso repertório histórico, escritas por grandes autores como Calixto de Inhamuns e Luiz Alberto de Abreu.

    Dirigidos por Eduardo Moreira, Kiko Marques, Neyde Veneziano e tantos outros que convidaram a música popular e regional para se integrar aos espetáculos, com orientação do nosso músico e compositor Beto Quadros, do grupo Trem da Viração.

    São muitas experiências de sucesso realizadas pela Cia de Teatro da Cidade, que em junho estará representando o Brasil no Chekhov Festival em Moscou e outras cidades da Rússia. Um grande desafio, afinal, “A Dócil” é uma adaptação de “Uma Criatura Dócil”, de Dostoiévski, autor russo.

    A sensibilidade da dupla de diretores Alejandro Gonzalez e Ma Zhengong explorou uma ação adaptada no Rio de Janeiro do início do século XX, levando os atores e o próprio ambiente do Teatro CAC Walmor Chagas a se integrarem e se fragmentarem do início ao fim. Aqui também a música brasileira traz nossa perspectiva poética para questões tão universais apresentadas por “A Dócil“.

    Veja também: Kinoplex Diamante promove festival de cinema europeu com filmes que você não costuma ver em cartaz

    A agenda das poucas apresentações antes de Moscou está no @ciateatrodacidade, dá uma olhada.
    Van Gogh e Romero Britto, separados por 110 anos, têm em comum tintas e pincéis — prova de que somente ferramentas não produzem boas obras de arte.

    arte brasileira artistas brasileiros cultura pintura romero brito van gogh

    * A opinião dos nossos colunistas não reflete necessariamente a visão do portal spriomais.

    Pitiu Bomfin

    Pitiu Bomfin

    Artista plástica, curadora e educadora. Formada em Desenho Industrial pela FAAP / SP com pós graduação em Artes Plásticas pela ECA/USP e estudos em Arquitetura.
    Realiza trabalhos de curadoria além de cenografias e figurinos para grupos de teatro.
    Sua pesquisa artística envolve a fotografia, a pintura e processos gráficos muitas vezes utilizando referencias icônicas da historia da arte.
    Compartilhe Facebook Twitter Pinterest LinkedIn WhatsApp Telegram Email Copy Link
    Notícias AnterioresVicentina Aranha anuncia Embraer como nova patrocinadora de eventos culturais
    Próxima Notícia Quebrando padrões e a pedido, enterro do papa acontece fora do Vaticano

    Notícias Relacionadas

    FCCR mostra parte interna da Casa Olivo Gomes, que deve ser reaberta em maio

    11 de março de 2026

    Casa Olivo Gomes será a nova sede do Museu da Casa Brasileira; exposição está prevista para maio

    Autor: Rodrigo Almeida/spriomais10 de março de 2026

    Cavalgada feminina em São Francisco Xavier celebra Dia da Mulher com tradição rural

    7 de março de 2026
    Inscrever-se
    Acessar
    Notificar de
    Acessar para comentar
    0 Comentários
    mais antigos
    mais recentes Mais votado
    Feedbacks embutidos
    Ver todos os comentários

    APS Group




    Vista Santana


    Pref SJC

    A spriomais é o primeiro portal jornalistico multidigital do Vale do Paraíba, com os principais acontecimentos da região, do Brasil e do mundo.

    email:
    jornalismo@spriomais.com.br

    Maior festival gastronômico do Vale do Paraíba, com 60 mil pessoas na edição de 2024, e que reúne os melhores restaurantes, bares e confeitarias de São José dos Campos.

    instagram:
    @mais_gastronomia
    email:
    comercial@spriomais.com.br

    O design elegante e as fotografias selecionadas reforçam a atmosfera gourmet do jornal impresso e digital do Grupo SP Rio Mais.
    Um convite ao leitor para desacelerar diante das páginas e perceber a informação como parte de uma experiência estética.

    email:
    comercial@spriomais.com.br 

    • Facebook
    • Twitter
    • Instagram
    • YouTube
    • LinkedIn
    • WhatsApp
    • Spotify
    © 2026 SPRIO SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO EIRELLI - spriomais 2025 © Todos os direitos reservados

    Escreva algo e precione Enter para buscar. Pressione Esc para cancelar.

    wpDiscuz
    Usamos cookies para garantir que oferecemos a melhor experiência em nosso site. Se continuar a usar este site, assumiremos que está satisfeito com ele.