
Pouca gente percebe, mas o Brasil vem se destacando no cenário global quando o assunto é sustentabilidade empresarial. Segundo um levantamento da KPMG, estamos entre os 20 países que mais publicam relatórios de sustentabilidade, ocupando a 19ª posição entre 58 nações avaliadas.
Isso nos coloca à frente de economias como Coreia do Sul, Noruega e Suécia. Uma conquista que deveria ser mais celebrada, principalmente por quem vive e acredita em um país mais sustentável e responsável.
Outro dado relevante: 93% das maiores companhias brasileiras hoje publicam algum tipo de relatório ESG. Isso mostra que o tema já não é mais uma “tendência do futuro” e virou compromisso de presente.
Cada vez mais, o mercado exige que empresas revelem, com transparência, como estão lidando com os desafios sociais, ambientais e de governança.
E por que isso importa? Porque essa transparência atrai investimentos, fortalece reputações e gera oportunidades reais de negócios.
Portanto, o ESG deixa de ser visto como custo: virou diferencial competitivo.
E o nosso Vale com isso? Tudo!
São José dos Campos, por exemplo, já entendeu esse movimento. A cidade consolidou um ecossistema vibrante de inovação verde, abraçando a mobilidade elétrica de forma ousada, mas calculada, com planejamento, tecnologia e, principalmente, vontade política.
Em vez de discursos, a cidade apostou em ação: já estão em operação ônibus 100% elétricos, silenciosos, confortáveis e com emissão zero de poluentes.
Além disso, São José lançou uma licitação inovadora que prevê a substituição gradual de toda a frota por veículos elétricos, com contrato de longo prazo e economia estimada no consumo energético e na manutenção.
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Os benefícios não são só ambientais. A nova frota melhora a experiência do passageiro, com ar-condicionado, wi-fi e acessibilidade.
Também reduz significativamente a poluição do ar e sonora, principalmente nas regiões mais adensadas, promovendo mais saúde pública.
E como tudo isso se conecta ao ESG?
- E (Ambiental): Redução de CO₂, menos poluição e incentivo à energia limpa.
- S (Social): Melhoria da mobilidade urbana e inclusão de pessoas com deficiência.
- G (Governança): Modelo transparente de contratação e gestão por resultados.
A presença do Parque Tecnológico, startups com foco em soluções ambientais (como regeneração hídrica e reuso de água), e a conexão com universidades como ITA, UNESP e Unifesp criam um ecossistema fértil para práticas ESG.
No Vale do Paraíba, exemplos incluem:
- Construção civil com materiais alternativos e menos poluentes.
- Agricultura regenerativa em Pindamonhangaba.
- Tecnologia limpa aplicada à indústria em Taubaté.
- Iniciativas como o Instituto Regeneração Global, que promove soluções sustentáveis e regenerativas.
O avanço brasileiro em ESG
O relatório da KPMG aponta que o progresso do Brasil em sustentabilidade não se deve apenas a pressões externas, mas a um amadurecimento interno.
Empresas locais estão percebendo que sustentabilidade também é produtividade — e isso vale desde grandes corporações até pequenos negócios.
Conclusão
O Brasil está em rota de crescimento no ESG, e o Vale do Paraíba pode ser protagonista nessa jornada. Não por modismo, mas porque há valor econômico, ambiental e social nesse caminho.
Como diz o texto: “ESG começa em casa, mas não precisa terminar lá. Ele pode (e deve) ganhar as ruas, governos, fábricas, escritórios, fazendas e, principalmente, a consciência de quem emprende e gera impacto.“