
Um vexame. O jogo entre Argentina e Brasil na noite de terça (25) escancarou o abismo entre as duas seleções atualmente.
De um lado os argentinos, que ficaram ainda mais pilhados depois da fala de Raphinha ao canal do ex-jogador Romário, onde disse que entraria na partida para dar “porrada” e fazer gol nos rivais.
Do outro o Brasil, que foi tímido e preferiu se esconder na declaração de Dorival Júnior, que prezou pelo respeito em campo.
Pelo visto, o respeito foi tão grande que só uma equipe entrou em campo. O Brasil assistiu, de camarote, aos argentinos bailando tango no Estádio Monumental de Nuñez.
O 4×1 saiu barato diante do que foi apresentado nos 90 minutos. A disparidade era tão grande que parecia uma partida de futebol entre times de divisões diferentes.
Os brasileiros não conseguiram ter o controle da partida em momento algum. Sequer foram capazes de construir jogadas para pressionar os donos da casa.
Já a Argentina, que foi escalada com cinco meias, deixou claro desde o começo quem sairia do clássico com a vitória. A dominância tática e a confiança técnica surtiram efeito rapidamente.
Os primeiros quinze minutos foram angustiantes. Trouxeram um suspiro de quem assistiu ao drama do 7×1. “Humilhação histórica de novo?”. O placar não foi tão elástico, mas a humilhação foi tão grande quanto.
Confira: Senado aprova inclusão de João do Pulo no Livro dos Heróis da Pátria
Foi uma derrota que extrapolou os limites do campo e, quase como um tapa na cara, mostrou que o Brasil está cada vez mais longe da grande figura pentacampeã mundial.
Em um momento de tantas derrotas e fraquezas, a CBF parece pouco preocupada. A permanência de Dorival é incerta, mas a questão é: o problema é somente o comando técnico dos jogadores?
As opções são escassas e, segundo a própria CBF, a prioridade é ter um técnico brasileiro à frente da Seleção.
Isso é inversamente proporcional ao número de técnicos brasileiros em times de ponta no cenário nacional. Eliminando os estrangeiros, poucos nomes poderiam ser as novas apostas de uma seleção que há anos deixou de transparecer o que é jogar bonito e ser brasileiro de verdade.
Para mim e para todo mundo que torce, o sentimento de tristeza prevalece. Pior ainda é o pensamento: “Quanto tempo ainda vou aguardar para ver o hexa?”.
Antes, tínhamos esperança. Mas, neste ciclo de 2026, está difícil até de se iludir. Como reflexão, deixo uma análise: o Brasil é o maior celeiro de jogadores do mundo, então por que há tanta necessidade de moldar esses atletas ao estilo europeu?
A liberdade permite as mais diversas formas de jogar futebol, para além do 4-3-3 posicional e estático. Os argentinos sabem representar suas cores, viver sua identidade e mostrar verdadeiramente o futebol de seu país. O Brasil? Acho que está na hora de repensar tudo. Tudo…
Você pode gostar de ler: Um dia quase virei botafoguense