A Prefeitura de Taubaté decretou luto oficial de três dias pela morte do jornalista Cid Moreira, nesta quinta-feira (3). O locutor taubateano tinha 97 anos e estava internado em Teresópolis, no Rio de Janeiro, onde tratava uma pneumonia.
Em entrevista para o Encontro com Patrícia Poeta, a esposa de Cid, Fátima Sampaio, disse que o apresentador tinha o desejo de ser enterrado em Taubaté para ficar perto da família.
“Ele quer ficar perto da primeira esposa, da filha que foi, do neto que foi. Já conversei com os queridos dele que estão lá e já vão providenciar. Pensei, ele ama Petrópolis, então a gente fazer uma despedida aqui em Petrópolis antes, fazer uma despedida no Rio, talvez… E depois ir lá para a terra natal”, contou Fátima.
Após ser velado no Rio de Janeiro, o corpo de Cid será encaminhado nesta sexta (4) para o sepultamento em Taubaté. O cemitério e horário do enterro ainda não foram divulgados.

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História
Cid iniciou sua carreira na rádio Difusora de Taubaté em 1944. Com o passar dos anos, narrou comerciais até que se mudou para São Paulo, onde trabalhou na Rádio Bandeirantes e na Propago Publicidade.
Em 1951, começou a apresentar comerciais ao vivos em programas da TV Rio, como “Além da Imaginação” e “Noite de Gala”.
Ele foi o primeiro apresentador do Jornal Nacional e, com sua voz inconfundível, tornou-se um ícone da TV brasileira. Algumas das recordações do público são a narração do quadro Mister M e, posteriormente, as passagens bíblicas, quando Cid gravou a Bíblia Sagrada na íntegra em audiolivros.
Cid saiu da bancada do Jornal Nacional em 1996, quando foi substituído por William Bonner e Lilian Witte Fibe. Ele deixa a esposa, Fátima Sampaio, e os filhos, Roger e Rodrigo Moreira.
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