As Olimpíadas de Paris 2024 terminaram no último domingo (11), após duas semanas de muito esporte. Como não poderia faltar, aliado a muito suor, lágrimas e momentos únicos, como são característicos em Jogos Olímpicos.
Na França, a Alemanha esteve muito longe de fazer feio, terminou na 10ª posição do quadro de medalhas, com 33 conquistadas. Mas o resultado no ranking é o pior desde os Jogos Olímpicos de 1952, disputados em Helsinque, na Finlândia. E o número de medalhas, o menor desde a reunificação do país, em 1990.
Nas Olimpíadas de Tóquio, em 2021, para se ter uma ideia, a Alemanha conquistou 37 medalhas ao todo. Quatro a mais do que em Paris.

Medalhas diminuíram no geral, mas ouros cresceram
Se por um lado o desempenho geral ficou aquém dos números do país em competições do COI (Comitê Olímpico Internacional), a Alemanha tem um dado muito positivo para ser apresentado: o número de medalhas de ouro aumentou. Foram doze vitórias olímpicas, em comparação com dez há três anos no Japão.
Diante do balanço positivo com relação ao número de pódios em primeiro lugar, Thomas Weikert, presidente da Confederação Alemã de Esportes Olímpicos (DOSB), disse à rádio Deutschlandfunk que houve uma “ascensão” na França em comparação com o Japão. “Não é de forma alguma um declínio, na verdade, acho que é mais uma ascensão”.
“No geral, também temos muitas colocações entre quatro e oito. Isso nos dá a esperança de que isso nos levará a medalhas novamente”, continuou o dirigente da DOSB.
Além de Weikert, o Diretor de Esportes Competitivos da Confederação Alemã de Esportes Olímpicos, Olaf Tabor, também fez elogios e citou que o objetivo alemão era para 2024 era “permanecer entre os dez primeiros do ranking nacional”, o que de fato ocorreu. Entretanto, não deixou de lembrar o dado negativo:
“E, ao mesmo tempo, ainda não conseguimos interromper a tendência de queda no número de medalhas”, relembrou o diretor em coletiva de imprensa de encerramento dos Jogos.
Para as Olimpíadas de 2028, que vão acontecer em Los Angeles, nos Estados Unidos, Tabor disse que a Alemanha tem como meta o “quinto lugar”, mas citou que esse não é um objetivo fácil de ser alcançado.
“Para um desenvolvimento bem sucedido novamente, precisamos de menos burocracia e mais flexibilidade, além de mais investimento no esporte competitivo”.
Seria o dinheiro com a premiação de medalhas uma maneira justa de incentivar ainda mais o desenvolvimento do esporte de alto rendimento na Alemanha? Para a nadadora Angelina Köhler, que terminou em Paris no quarto lugar nos 100 metros borboleta, a premiação aos atletas deveria ser maior. Inclusive fez uma comparação com a premiação distribuída por um programa de realiy show alemão chamado Sommerhaus der Stars (Casa de verão das estrelas, na tradução literal).
“Não acho certo que as pessoas possam ganhar 50.000 euros no “Sommerhaus der Stars” e os atletas que ganham uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos apenas 20.000 euros”, disse a jovem de 23 anos à agência de notícias alemã DPA.
“Treinamos nossa vida inteira para isso. Treinamos dez vezes por semana e não acho certo que as recompensas sejam tão pequenas”, continuou.
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Como foi revelado por diversos sites alemães, a premiação do país por medalhas foi dividida da seguinte maneira: 20 mil euros para ouro, 15 mil para prata e 10 mil para bronze.
O valor, entretanto, ficou bem abaixo do que por exemplo a França (80 mil euros), e outros países como Sérvia (300 mil euros), Israel (quase 300 mil euros) e até China (700 mil euros) ofereceram como premiação aos seus atletas por cada medalha de ouro.
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