Entender o funcionamento do próprio cérebro é uma ferramenta importante no desenvolvimento pessoal e profissional. Mas para estudar e treinar o cérebro é necessário ter muita pesquisa e interpretação.
Os neurocientistas Emily Pires e Marcílio Faria Pires, formados em Medical Neuroscience pela Duke University, nos Estados Unidos, realizam duas atividades que prometem interpretar e aprimorar as habilidades mentais dos humanos: o mapeamento cerebral e o neurofeedback.

“O mapeamento cerebral, chamado de eletroencefalograma, é uma atividade que identifica as estruturas e a atividade em cada região, assim como alterações do sistema nervoso central e distúrbios cerebrais. Já o neurofeedback é um treinamento que regula a atividade elétrica do cérebro. O método não demanda o uso de medicamentos, nem intervenções invasivas, e funciona por meio da neuromodulação”, disseram os especialistas durante entrevista ao talkmais.
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Emily e Marcílio são diretores da BrainEstar, centro de treinamento cerebral em São José dos Campos. Poline Fernandes, estudante de 17 anos, comentou que, em seis meses, percebeu resultados com o neurofeedback que outros tratamentos não conseguiram mostrar.
“Eu fiz outros tratamentos, como acupuntura e hipnose, mas nenhum desses teve um resultado tão significante que o neurofeedback apresentou depois de algumas semanas, tanto em casa quanto na escola. Eu tinha muitos problemas com foco, raciocínio e desde que comecei este tratamento eu melhorei absurdamente”.
A jovem também destacou que os problemas para dormir foram minimizados: “A insônia era forte por causa da ansiedade e da depressão, mas é bizarro o quanto isso mudou e tem me ajudado no cotidiano”.
Já a nadadora de 14 anos, Ana Júlia Aguiar, destacou a melhora de seu desempenho nas piscinas desde o começo do treinamento: “Tenho muito mais concentração e foco, consigo ficar mais centrada nas coisas que preciso fazer. Consigo melhorar minhas braçadas, estratégia de prova e isso é muito importante, porque sinto diferença e estou melhorando tanto como atleta quanto pessoa nesses últimos tempos”.
Para fazer uma sessão de neurofeedback, é necessário passar pelo mapeamento cerebral e identificar quais são as prioridades a serem consideradas. A partir daí, o treinamento vai atuar diretamente nas zonas focais. Este processo é realizado através de uma touca com vários eletrodos e um gel aquoso, que fazem a comunicação do cérebro com os equipamentos de análise.
A tarefa simula um momento de lazer, como assistir a uma série ou filme. Quando a atividade cerebral está desregulada, a tela do conteúdo ficará preta ou congelada, o que estimula o cérebro a entender o parâmetro correto para continuar assistindo ao material.
Sendo assim, ele aprende e se regula automaticamente, minimizando erros. Essa adaptação influencia diretamente no cotidiano do humano, porque o cérebro continua trabalhando na frequência do treinamento.
Com o passar do tempo e, em média, depois de quarenta sessões, Emily Pires garante que o resultado é notável na maioria dos casos de pacientes.
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