Os ingressos para a primeira apresentação oficial da temporada de concertos da Orquestra Joseense estão esgotados. A orquestra vai apresentar nesta quarta-feira (29), às 20h, um repertório especial de Beethoven no Teatro Municipal de São José dos Campos, na Rua Rubião Junior, n° 84.
O concerto, que marca o retorno da orquestra ao icônico palco da cidade, terá a participação da solista Regiane Martinez, que integra o coro da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) desde 2001.
A apresentação é gratuita e livre para todos os públicos. Os ingressos foram disponibilizados para reserva online e serão trocados por um pacote de trigo ou fubá, destinados ao Fundo Social de Solidariedade. O espaço do teatro comporta 485 pessoas.

‘Beethoven: da Capo al Fine’
Na apresentação, os músicos tocarão três obras de Beethoven: “Grande Fuga – Op. 133”, “Ah! Perfido” e “Sinfonia nº 1 em Dó maior – Op. 21”. As composições têm diferentes tons e refletem momentos distintos da carreira do alemão.
A “Grande Fuga” foi uma das últimas obras compostas por Beethoven, dois anos antes de sua morte. Ela foi produzida quando Beethoven estava surdo e recebida com estranheza pelo público devido à sua complexidade, sendo descrita como “excêntrica” e “incompreensível”. Foi publicada como uma obra independente (Op.133) após a sugestão do editor de Beethoven, que argumentou que os ouvintes e músicos precisavam de um movimento final mais “acessível”.
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“Ah! Perfido” foi composta durante a juventude do músico, aos 25 anos de idade. É uma obra para soprano e orquestra que se assemelha a uma cena de ópera, mas escrita como peça avulsa e autônoma. O texto, tomado da ópera “Achille in Sciro” de Pietro Metastasio, e de outro texto anônimo, narra a trajetória de uma mulher abandonada por seu amado implorando por justiça após ser traída. No entanto, ela se arrepende das injúrias proferidas e se entrega a um sentimento de autocomiseração.
A “Sinfonia n° 1” de Beethoven é quando o compositor põe à prova seu domínio absoluto do gênero sinfônico do final do século 18 em uma obra com rigor, refinamento e eloquência.
A composição da orquestra
Maestro Titular e Diretor Artístico
- William Coelho
Primeiros Violinos
- Eder Grangeiro (spalla)
- Carlos Alexandro Medeiros
- José Otávio Salvador Lemes Silva
- Maria Eduarda Carvalho Ferreira
- Wagner Filho
- Pedro Augusto Carneiro de Souza
Segundos Violinos
- Eloísa Rocha e Silva
- Tiago Figueiredo Dias
- Bruno Macedo Andrade
- Bianka Rodrigues Alves
Violas
- Bruno de Almeida Carlos
- Ronilson de Toledo Misael
- Arthur Dias Nunes
- Lucas Azevedo
Violoncelos
- Gustavo Pinto Lessa
- Tiago de Oliveira
- Victor Romero Pinho
Contrabaixos
- Davi Ciriaco Moreira
- Vivian dos Santos Alves de Moura
Flautas
- Filipe Ferreira
- Nadine Morais
Oboés
- Tatiana Mesquita
- Rafael Felipe Zacarias
Clarinetes
- Anderson Menezes
- Luís Gustavo Ananias
Fagotes
- Osvanilson de Castro Ferreira
- Patrícia Mastrella
Trompa
- Adriano Venâncio da Silva
- Felipe Gonçalves Neto
Trompetes
- Marcelo Vitor Carvalho
- Wellington de Sousa Pinto
Percussão
- Rosangela Rhafaelle da Silva
Equipe de Produção
- Fernanda Ribeiro – Coordenação
- Diego Lourenço – Inspetoria
- Nicholas Ribeiro – Arquivista
- Mariana Bonzanini – Produção Executiva
- Fábio Sales – Produção de Campo
- Lucilene Dias – Produção de Campo
Conheça a solista Regiane Martinez
Regiane Martinez, Bacharela em Música pela Universidade Estadual Paulista, é uma artista multifacetada, atuando como cantora, preparadora vocal, regente e professora de canto. Desde 2001, faz parte do Coro da Osesp, onde é monitora do naipe de sopranos.
Co-fundadora do Voz Ativa Madrigal, conquistou reconhecimento internacional com uma turnê pela Alemanha e o prêmio de Melhor Coral do Estado de São Paulo em 2000. Em Nova York, a partir de 2016, colaborou com diversos conjuntos, incluindo o Saint Ignatius of Loyola Choir e o Manhattan Chorale, além de se apresentar no Carnegie Hall com o Essential Voices of USA.
Em 2017, fundou a São Paulo Schola Cantorum com o cravista Delphim Rezende Porto, focando em música sacra. Como professora associada da Associação dos Professores de Canto de Nova York, Regiane concentra-se em música renascentista e barroca em suas performances como solista.
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