O Saco do Mamanguá é um verdadeiro paraíso brasileiro que pouca gente conhece. O portal SP RIO+ vai te ajudar a descobrir essa beleza natural, com dicas sobre como chegar até lá e apreciar a paisagem do único fiorde tropical do mundo.
Localizado na vila de Paraty Mirim, Costa Verde do Rio de Janeiro, o fiorde tem cerca de oito quilômetros de extensão, com montanhas forradas pela vegetação da Mata Atlântica e muito verde, além da água do Oceano Atlântico Sul. Ao final do caminho, existe um manguezal e algumas cachoeiras para aproveitar o passeio.

Outro mundo
O autor do livro Litoral Brasileiro, Ricardo Martins, fez gravações e imagens no Mamanguá e ficou impressionado com a beleza do lugar.
“Descobri que tinha um fiorde no quintal de casa, e quando vi algumas fotos, quis conhecer. Essa sensação de estar no mar com montanhas ao seu lado esquerdo e direito foi muito diferente”.

Ricardo disse que conheceu o ambiente por causa de um amigo australiano e descreveu a ação de passear pelo fiorde como algo de outro mundo.
Como chegar
Há 69 quilômetros de distância de Ubatuba, o trajeto de 1h10 até Paraty Mirim é percorrido através da BR-101. Enquanto os joseenses precisam pegar um caminho mais longo, de 194 quilômetros, e passar pela BR-116 e 459, assim como os paulistanos, que precisar percorrer 293 quilômetros da capital até a praia.

Todos os visitantes devem passar por uma estrada de terra de sete quilômetros, com entrada no km 584 da BR-101, até chegar à Paraty Mirim. Ao final do trecho, há alguns estacionamentos para deixar o carro e seguir a pé.
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Ao chegar na praia, é necessário escolher uma das duas opções de como ir até o Saco do Mamanguá: de barco ou pela trilha.
A travessia de barco pode demorar até 45 minutos, dependendo do barco utilizado. Alguns barqueiros oferecem o serviço de travessia, com preço médio de R$150, que varia pela quantidade de pessoas e bagagens.
Enquanto a trilha é mais demorada, e pode durar 1h30. A entrada do caminho fica próxima da Policia Ambiental, no cais de Paraty Mirim. O trecho não é localizado, então é ideal conversar com moradores antes para seguir a trilha corretamente.
Hospedagem
Para quem procura um lugar para ficar no Saco do Mamanguá, há três opções até mesmo a beira do mar, para curtir uma brisa e uma vista da natureza.
- Refúgio Mamanguá
- Pousada Mamanguá
- Mamanguá Eco Lodge
Refúgio Mamanguá
O Refúgio é uma pousada com oito suítes para receber hospedes, sendo duas delas mais privadas. A hospedagem inclui café da manhã e jantar, inclusive para pessoas com restrição alimentar. O almoço não é servido pelo local, que aconselha a consumir restaurantes locais.
As canoas em frente às suítes podem ser usadas gratuitamente pelos hóspedes para explorar a região.
A faixa de preço médio varia entre R$390 e R$460, de acordo com usuários do TripAdvisor. A pousada não aceita animais nem crianças abaixo de 8 anos de idade.
Outras informações podem ser consultadas no site do Refúgio.

Pousada Mamanguá
A Pousada Mamanguá tem três casas disponíveis para acomodar você e sua galera, inclusive crianças e animais de estimação. Cada casa possui um tamanho diferente para um tipo de público.
A menor casa comporta quatro pessoas, enquanto a maior comporta até vinte pessoas, segundo a pousada. Além disso, os serviços de café da manhã e jantar estão inclusos. Também há um bar para experimentar drinks e almoçar.
Os preços e a disponibilidade devem ser consultados através do formulário oficial.

Mamanguá Eco Lodge
O Mamanguá Eco Lodge é uma opção a mais para quem deseja aproveitar a natureza do ambiente sem deixar o conforto de lado. O local é pet friendly e tem quartos que acomodam de três a cinco pessoas.
O serviço de café e jantar é incluso, mas também é possível comer no restaurante do hotel, que oferece desde moqueca de peixe até massas e carnes.
Preços e disponibilidades devem ser consultados através do site oficial do Eco Lodge.

Confira abaixo a entrevista completa com Ricardo Martins e conheça mais o trabalho feito no livro Litoral Brasileiro, que aborda as paisagens espetaculares que o Brasil oferece.
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