As buscas pelo helicóptero que desapareceu com quatro passageiros a caminho do Litoral Norte de São Paulo chegam ao nono dia nesta terça-feira (9).
De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), as aeronaves que atuam na missão já cumpriram aproximadamente 75 horas de voo ao longo de cinco mil quilômetros quadrados de área.

Nesta segunda-feira (8), o avião da FAB decolou do Aeroporto de São José dos Campos às 6h30. As buscas tiveram como foco as cidades de Paraibuna, Redenção da Serra e Natividade da Serra.
Um especialista na investigação de acidentes aéreos disse à SP RIO+ que a aeronave provavelmente colidiu com a Serra do Mar ou caiu sem combustível. As hipóteses foram levantadas considerando uma possível “desorientação espacial” do piloto causada pelo mau tempo.
O helicóptero, que tinha como destino a cidade de Ilhabela, partiu às 13h15 do Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, de onde saem a maioria dos voos privados. Além do piloto, Cassiano Tete Teodoro, estavam na aeronave Luciana Rodzewics, de 45 anos; sua filha, Letícia Ayumi Rodzewics Sakumoto, de 20 anos; e Rafael Torres, um amigo de Cassiano que convidou as duas para o passeio.
Quais aeronaves estão envolvidas nas buscas pelo helicóptero desaparecido
Duas aeronaves auxiliam nas buscas da FAB pelo helicóptero: um SC-105 Amazonas e um H-60 Black Hawk. Confira características das duas:
H-60 Black Hawk
Uma das mais versáteis aeronaves da frota da FAB, o H-60 Black Hawk é um helicóptero militar multimissão de médio porte e usado em larga escala para infiltração e exfiltração de tropa, além de missões de resgate e busca e salvamento como a que acontece no Litoral Norte.
A aeronave pode percorrer até 295 quilômetros em apenas uma hora. Na missão de buscas ao helicóptero desaparecido, o modelo é comandado pelo Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5º/8º GAV) – Esquadrão Pantera, de Santa Maria (RS), com nove tripulantes a bordo.
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SC-105 Amazonas
O SC-105 é um avião utilizado em ações de busca e salvamento de aeronaves e embarcações desaparecidas em todo território nacional.
O Amazonas possui um radar capaz de realizar buscas sobre terra ou mar, com alcance de até 360 quilômetros. Um sistema de comunicação via satélite também permite o contato com outras aeronaves ou centros de coordenação de salvamento (Salvaero), mesmo em voos a baixa altura.