A localização estratégica de São José dos Campos não beneficia somente quem vai viajar para a capital paulista, Rio de Janeiro ou Minas Gerais. Mas também beneficia o abastecimento de energia elétrica para cerca de cinco milhões de pessoas que moram no Vale do Paraíba, Litoral Norte, Guarulhos e Alto Tietê.
Isso porque todo o centro de inteligência que monitora em tempo real o sistema de distribuição energética das regiões, fica na cidade. É também de onde parte toda a mobilização para o Projeto Verão 2023-2024 lançado pela EDP no último dia 14.
O plano consiste numa série de medidas para reduzir os impactos das tempestades que ocorrem nesta estação.

As estratégias foram elaboradoras com base nas ocorrências que aconteceram ao longo do ano. Com destaque para São Sebastião, que registrou o maior volume de chuva já mapeado no país em um dia, no último mês de fevereiro.
Os eventos climáticos intensificados pelo fenômeno natural El Niño, com chuvas e ventos, impactam fortemente o sistema elétrico. Por isso, a Companhia investiu R$ 815 milhões para obras estruturantes de infraestrutura energética.
A empresa realizou um trabalho preventivo de poda de 405 mil árvores sobre as redes elétricas nas cidades onde tem concessão. Além disso, por meio do Plano Verão (que se estende até março de 2024), haverá um reforço na mobilização de equipes técnicas em campo e no Centro de Operações Integrado (COI) da EDP.
Para garantir uma melhor eficácia na execução de serviços preventivos e emergenciais, a distribuidora também tem uma parceria com o instituto meteorológico Climatempo, prefeituras e órgãos como Defesa Civil e Corpo de Bombeiros.
Confira mais detalhes sobre o Projeto Verão da EDP no vídeo:
Ver essa foto no Instagram
Detalhes sobre o COI
O Centro de Operações Integrado (COI) foi inaugurado há quase um ano e meio, na sede da EDP em São José dos Campos. No espaço moderno e equipado são realizados mais de 12 mil atendimentos mensais, além de operações nos segmentos de distribuição, transmissão e geração da distribuidora de energia no país.

“Existe uma alta tecnologia embarcada no Centro de Operação da Distribuição, que faz toda a gestão do nosso sistema elétrico aqui, identificando onde tem falta de energia, onde não tem” exemplifica Benedito Roberto de Miranda, gestor executivo de relacionamento com clientes da EDP, sobre uma parte do processo energético.
Miranda conta que antes de chegar nas residências, indústrias e comércios, a energia passa por um longo caminho. Começando pela geração, a partir de usinas hídricas, termoéletricas, eólicas, e da cada vez mais presente, usinas solares. Após essa produção, a energia percorre longos trajetos através das linhas e torres de transmissão, que funcionam como uma “autoestrada”.
“Por fim, toda essa energia é distribuída para os clientes até que a pessoa possa ligar o interruptor e acender a luz”.
Toda essa estrutura pode ser observada diretamente do COI, que também comporta o Centro de Segurança Integrado, fazendo a vigilância remota de todas as subestações do setor de Distribuição, além de prédios administrativos (EDP Goiás, EDP Soluções e Sede Corporativa). E ainda, de bases operacionais espalhadas por toda a área de concessão em São Paulo e o monitoramento de 16 Usinas Solares.
Ademais, a partir do uso da automatização, o COI permite manobras no sistema de forma remota. No último ano foram instalados 814 novos equipamentos de religação automática do sistema (self-healing), uma tecnologia que permite religar e seccionar, instantaneamente, trechos da rede com defeito, isolando o local da ocorrência e, assim, reduzindo significativamente o impacto na região.
Outras curiosidades
No segmento de transmissão, o COI atua:
- na operação de 29 linhas, totalizando 2.500 km, 31 subestações de até 500 kV, sendo 15 próprias e 16 subestações de acesso.
Na área de geração:
- a operação inclui 6 usinas hidrelétricas e 1 termelétrica, localizadas nos estados do Amapá, Tocantins, Mato Grosso, Espírito Santo e Ceará.
Já em fontes renováveis, o Centro também contempla:
- o monitoramento de 5 parques eólicos e 1 solar, nos estados do Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo, com 787,39 MW de potência instalada.
Acompanhe também: