O fotógrafo joseense Marcelo Weiss entregou nesta quinta-feira (14) um quadro autoral com foto de representação da Deusa Têmis ao Supremo Tribunal Federal, em Brasília.
Weiss foi recebido pelo ministro Dias Toffoli e compartilhou o momento nas redes sociais. “É uma honra ter a minha concepção da Deusa da Justiça na mais alta Corte do Brasil”, escreveu em publicação no Facebook.

A foto, nomeada “Themis: Equilíbrio e Justiça”, é uma representação inédita da deusa Têmis, a deusa da justiça na mitologia grega.
Marcelo retratou a divindade como a própria balança que equilibra a Justiça.
“Suas mãos apoiam e igualam fios de fumaça, representando decisão, justiça e o tênue equilíbrio entre si. Seu pé esquerdo repousa sobre os livros da lei, o que representa conhecimento e domínio das questões jurídicas. No braço direito, pode-se ver uma cobra, símbolo do controle sobre a vaidade e as paixões humanas, assim como a imparcialidade e objetividade ao julgar”, descreve.

Como o próprio STF explica, Têmis é uma divindade grega por meio da qual a justiça é definida, no sentido moral, como o sentimento da verdade, da equidade e da humanidade, colocado acima das paixões humanas. Ela é considerada a deusa da justiça, da lei e da ordem e também protetora dos oprimidos. Sua representação é feita de olhos vendados e com uma balança na mão.
Na qualidade de deusa das leis eternas, era a segunda das esposas divinas de Zeus, e costumava sentar-se ao lado do seu trono para aconselhá-lo. Segundo e lenda, teria partido dela o conselho ao deus para proteger-se com a Efígie (Aigis), a fim de vencer a luta contra os gigantes. Histórias também contam que foi Têmis quem sugeriu provocar a Guerra de Tróia para livrar a Terra do excesso de população.
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Numa visão mais moderna, a deusa é representada sem as vendas, significando a Justiça Social, para qual o meio em que se insere o indivíduo é tido como agravante ou atenuante de suas responsabilidades.
“Os pratos iguais da balança de Têmis indicam que não há diferenças entre os homens quando se trata de julgar os erros e acertos. Também não há diferenças nos prêmios e castigos: todos recebem o seu quinhão de dor e alegria. Ela foi aceita entre os deuses do Olimpo. Simboliza o destino, as leis eternas, divinas e morais; é a justiça emanada dos deuses, assim nos seus julgamentos não há erro”, descreve o tribunal.