Um médico procurado pela Justiça do Rio Grande do Sul pela morte de mais de 40 pacientes e lesões corporais em outros 114, foi preso no hospital Fusam de Caçapava nesta quinta-feira (14).
A prisão foi realizada por policiais da Deic (Delegacia de Investigações Criminais) de São José dos Campos, que descobriram que o homem estava hospedado em um hotel na cidade e realizava atendimentos em um hospital.
Ao chegar no local, João Batista do Couto Neto foi encontrado e imediatamente levado à delegacia. Segundo apurado pela Polícia Civil, ele atendia hospital em Novo Hamburgo no Rio Grande do Sul e já havia sido indiciado pela polícia do estado por homicídio doloso contra três pacientes.

João Batista começou a ser investigado após funcionários e pacientes do hospital suspeitarem do excesso de cirurgias que realizava diariamente. Em um determinado dia, ele teria feito 27 procedimentos somente no período da manhã, além de ter feito inúmeras intervenções que causaram sequelas nas vítimas e até um falso diagnóstico de câncer.
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Em fevereiro, o suspeito obteve registro junto ao Conselho Regional de Medicina de São Paulo, e passou a exercer sua função no hospital Fusam de Caçapava.
Agora, as investigações continuam sob os cuidados da polícia gaúcha, que apurar o casos e aguarda a chegada de laudos periciais para serem finalizados.
Por meio de nota, o hospital Fusam de Caçapava se posicionou sobre o assunto e informa que o médico havia sido contratado pela empresa Archangelo Clínica Médica LTDA e atuava desde 8 de novembro de 2023 na unidade.
O médico atendia somente pacientes do Pronto Socorro e visitas na Clínica Médica. Além disso, segundo a Fusam, na certidão de antecedentes criminais e no Conselho Regional de Medicina de São Paulo nada consta que desabone a conduta do profissional.