Close Menu
    Sobre a spriomais
    • Institucional
    • Equipe
    • Contato
    Escute a rádio spriomais
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube LinkedIn WhatsApp
    • Institucional
    • Equipe
    • Contato
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube Spotify LinkedIn WhatsApp
    spriomais
    • Notícias
      • Cidades
      • Cultura
      • Especiais
      • Esporte
      • Geral
      • Made In Sanja
      • Meio Ambiente
      • Mulher
      • Polícia
      • Política
      • Tecnologia
      • Turismo
    • Colunas
      • + Arte na Cidade
      • Animais Ok
      • Berlim Esporte Clube
      • Código Fonte
      • Cozinha sem Chef
      • Curiocidades
      • Da janela do Helbor
      • ESG na Prática
      • Esquecimento Global
      • Fora do Cabide
      • Ofício das Palavras
      • Playlist de maestro
      • Todas as Claves
      • Viva
    • Podcast
    • Branded
    • Acontece spriomais
    • Publicidade Legal
    rádio
    spriomais


    Você está em:Início » No adeus à Prefeitura, funcionário seleciona ditados para dissecar o caráter da gestão pública
    Da janela do Helbor

    No adeus à Prefeitura, funcionário seleciona ditados para dissecar o caráter da gestão pública

    7 de dezembro de 2023Updated:8 de dezembro de 2023Nenhum comentário5 Minutos de Leitura
    WhatsApp Facebook Twitter LinkedIn Email
    Compartilhe
    Facebook Twitter LinkedIn WhatsApp Email Copy Link

    Alberto Queiroz se aposentou, depois de 28 anos na Prefeitura de São José dos Campos. Antes trabalhara na Engesa e no jornal Valeparaibano. Ingressou no serviço público em 1994, como psicólogo social, ocupando posteriormente vários cargos e posições em nove diferentes secretarias e duas autarquias. Acompanhou, portanto, a gestão de vários prefeitos de São José dos Campos, seus planos, posturas e idiossincrasias.

    Agora, ao se aposentar, antes de partir com a mulher para uma nova fase de vida na Europa, Queiroz não ganhou relógio de platina. Ao contrário, ele é quem presenteou o serviço público com o livro: “A barba não faz o filósofo”, no qual faz reflexões sobre a arte de governar, a partir do que viu e ouviu nesses anos todos de Prefeitura.

    A originalidade da obra está justamente no uso de provérbios e ditados para tratar tanto dos “enguiços” quanto dos movimentos acelerados da máquina pública, suas urgências, seu necessário planejamento, a performance de seus atores. Justifica o uso dos ditados: a vida pública como reflexo da vida em geral, bem sintetizada pela cultura popular. Alguns ditados são bem conhecidos; outros, nem tanto, frutos da grande erudição de um poliglota que filosofa também em alemão. Daí porque temos alguns ditados convenientemente listados, comparados e traduzidos.

    “A barba não faz o filósofo”, de extração latina (Barba non facit philosophum), é usado por Queiroz no título do livro e também no verbete que analisa práticas discriminatórias, de julgamento, no ambiente de trabalho. “É preciso ir além das aparências”, escreve Queiroz. “A experiência ensina que é muito comum cometer esse erro”. A lição: cada pessoa, cada funcionário, tem seu próprio tempo para revelar seu profissionalismo e sua real personalidade.

    Um pouco sobre Alberto (Foto: Arquivo pessoal)

    “Jacaré que fica parado vira bolsa” serve de inspiração bem-humorada para tratar do funcionário público efetivo, algumas vezes desmotivado, considerando um cenário “injusto” diante de mudanças de gestão. Conhece alguém encostado?

    “A colher é que sabe a quentura da panela”. “Só quem ocupa uma posição de destaque sabe tudo o que ela exige e todos os sacrifícios que impõem”, escreve Queiroz. “É fácil olhar de fora e dizer que, em tal ou qual situação, a pessoa deveria ter agido de outra forma”. E complementa: “No caso de políticos ou gestores colocados nessas posições mais altas, há todo um jogo político, um jogo de interesses que eles têm de levar em conta sem poder explicitá-lo”; quem vê de fora não entende o que está ocorrendo. “Às vezes o gestor tem de ceder numa coisa menos importante, deixando muitos surpresos, para poder vencer em outra coisa, mais importante.” Realmente eleitores ficam com a pulga atrás da orelha diante de decisões de seus eleitos.

    “Se o prior joga cartas, que farão os frades?”. O ditado inspira a discussão sobre os exemplos. Queiroz defende: “Quem está em posição de comando deve sempre primar pelo exemplo, mesmo em sua vida pessoal. A função pública de comando não é propriedade de quem a ocupa.”

    Para reforçar a ideia de que ocupar uma função pública implica sempre deveres, o autor vai buscar o elegante Noblesse oblige, de origem francesa (A nobreza obriga).

    Na mesma linha, o dito romano: “Não basta ser honesto, é preciso parecer”. O imperador Júlio César divorciou-se de sua esposa Pompeia Sula, acusada de adultério. Pompeia se defendera das acusações e ele teria respondido: “à mulher de César não basta ser honesta, é preciso parecer honesta”.

    Com “Águias não caçam moscas”, o autor tratou de revelar o mau gestor, aquele de alto nível, que não consegue deixar para os técnicos os assuntos técnicos.

    Queiroz faz questão de dizer que a citação de ditados é assistemática e talvez aí esteja a graça da coleção. Polêmico é aquele que diz sobre importância da liderança: “Um exército de carneiros liderados por um leão derrotaria um exército de leões liderado por um carneiro”.

    Outro ditado fala dos planos de longo prazo de um gestor; “Nem sempre se comem os frutos da árvore que se plantou”. Afinal, uma grande obra pode começar em uma gestão e acabar em outra. O gestor precisa ser generoso e aceitar esse calendário.

    Em alguns momentos Queiroz chega a emular Maquiavel: “O diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém”. Confiar desconfiando é apenas um alerta.

    Essa obra, em edição de autor, mereceria a atenção de uma grande editora, pois o tema tem um apelo universal, ou melhor, não paroquial. Queirooz mesmo informa que nem todos os ditados conhecidos puderam ser explorados, mas a seleção é muito inteligente, com notas de rodapé informativas de grande erudição.

    Leia mais em Da janela do Helbor

    Com a Palavra, os prefeitos

    Um dos trabalhos de Alberto Queiroz de maior visibilidade na cidade (sim, ele é discretíssimo; diverte-se com tertúlias de xadrez e estudo de línguas) foi a coordenação da edição de um livro sobre prefeitos de São José dos Campos, os que atuaram no período de 1950 a 2000, obra idealizada na gestão do prefeito Eduardo Cury. Treze jornalistas locais traçaram os perfis de cada um desses prefeitos e garantiram o registro de informações indispensáveis para a reconstituição da história política da cidade.

    Nos últimos tempos, outro tema de dedicação quase integral era o meio ambiente (eu escreveria uma obsessão, mas ele torceria o nariz). Observava tão bem a políticas públicas, muitas vezes na primeira fila de reuniões e debates, quanto os pássaros de São Francisco Xavier, que insistem em dar vida ao nosso trecho da Mantiqueira.

    Para se ter uma ideia, virou amigo da pesquisadora Karen Strier, a maior especialista em muriquis do planeta, esses macacos que, em listas de extinção, ainda sobrevivem em território joseeense.

    Acompanhe também: 

    Instagram

    Youtube

    Facebook

    Twitter

    Spotify

     

    * A opinião dos nossos colunistas não reflete necessariamente a visão do portal spriomais.

    José Guilherme Ferreira

    José Guilherme Ferreira

    Escritor, jornalista e editor, José Guilherme Rodrigues Ferreira é formado pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Foi editor-chefe do Diário do Comércio e participou de equipes nas redações da TV Globo, Agência Estado, Agência Folha, Jornal da Tarde e Globo Rural. É autor de Vinhos no Mar Azul, agraciado em 2009 com o Gourmand World Cookbook Awards, e de O Almofariz de Deméter.
    Compartilhe Facebook Twitter Pinterest LinkedIn WhatsApp Telegram Email Copy Link
    Notícias AnterioresJustiça impede empresa de coleta de lixo de encerrar contrato com prefeitura de SJC
    Próxima Notícia Mulher morre enforcada na janela ao tentar roubar casa em SJC

    Notícias Relacionadas

    São José já está no roteiro das celebridades do vinho. O português Luís Pato vem à cidade apresentar o frescor de vinhos da Bairrada

    25 de maio de 2026

    Vinho e arte na mesma garrafa: a alegria dos rótulos que vão bem com pizza

    15 de maio de 2026

    Gabriel Bere & irmãos expõem gravuras em ateliê de SJC — são jovens do Timor-Leste reconstruindo seu país

    13 de fevereiro de 2026
    Inscrever-se
    Acessar
    Notificar de
    Acessar para comentar
    0 Comentários
    mais antigos
    mais recentes Mais votado










    A spriomais é o primeiro portal jornalistico multidigital do Vale do Paraíba, com os principais acontecimentos da região, do Brasil e do mundo.

    email:
    [email protected]

    Maior festival gastronômico do Vale do Paraíba, com 60 mil pessoas na edição de 2024, e que reúne os melhores restaurantes, bares e confeitarias de São José dos Campos.

    instagram:
    @mais_gastronomia
    email:
    [email protected]

    O design elegante e as fotografias selecionadas reforçam a atmosfera gourmet do jornal impresso e digital do Grupo SP Rio Mais.
    Um convite ao leitor para desacelerar diante das páginas e perceber a informação como parte de uma experiência estética.

    email:
    [email protected] 

    • Facebook
    • Twitter
    • Instagram
    • YouTube
    • LinkedIn
    • WhatsApp
    • Spotify
    © 2026 SPRIO SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO EIRELLI - spriomais 2025 © Todos os direitos reservados

    Escreva algo e precione Enter para buscar. Pressione Esc para cancelar.

    wpDiscuz
    Usamos cookies para garantir que oferecemos a melhor experiência em nosso site. Se continuar a usar este site, assumiremos que está satisfeito com ele.