A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) afirmou que policiais militares foram hostilizados e um deles ficou ferido durante atuação em greve na fábrica da Embraer em São José dos Campos.
Eles acompanhavam um protesto na última terça-feira (3), que foi marcado por tumulto entre a PM e militantes. Um vídeo divulgado pelo Sindicato dos Metalúrgicos mostra cerca de seis minutos da confusão, que teve agressões dos policiais aos grevistas e terminou com dois homens presos. Veja o vídeo:
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Em nota enviada ao Portal SP RIO+, a SSP diz que a equipe da Polícia Militar foi atacada por 10 pessoas na ação na Embraer. Confira o comunicado na íntegra:
A Polícia Militar esclarece que no último dia (03), por volta das 15h30, realizava o acompanhamento de uma manifestação em frente a uma empresa, localizada na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São José dos Campos. Durante o ato, a PM informou a manifestantes sobre a ilegalidade de obstrução da entrada de uma das portarias, momento em que cerca de 10 pessoas passaram a hostilizar os policiais. Um PM foi ferido e foi necessário o uso de força para conter dois homens que foram detidos e conduzidos à delegacia, posteriormente, permanecendo à disposição da Polícia Federal, que autuou ambos em flagrante.
O que aconteceu no protesto
Na greve da última terça, aproximadamente 5 mil funcionários da Embraer se reuniram para reivindicar reajustes salariais acima da inflação e manutenção de direitos. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, a repressão policial começou logo no início da paralisação, que teve de ser encerrada porque policiais militares teriam forçado a entrada de trabalhadores na fábrica.
Durante a tarde, a intimidação teria continuado. Ainda de acordo com a entidade, metalúrgicos do segundo turno se mobilizaram durante o período de uma hora e entraram mais tarde para o trabalho.
O protesto acabou resultando na prisão do diretor do Sindicato dos Metalúrgicos, José Dantas Sobrinho, e também de Ederlando Carlos da Silva, militante do Movimento Luta Popular.
Os dois ficaram mais de 24h detidos no Centro de Detenção Provisória do Putim e foram soltos na quarta (4) por decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
O que diz a Embraer
A companhia propôs um reajuste de 4,06% nos salários, mas a proposta foi recusada pelos funcionários. Segundo afirmou a Embraer ao Portal SP RIO+, esse reajuste salarial, que corresponderia a 100% da inflação no período, foi concedido aos funcionários que recebem salários de até R$10 mil.
Já para os que recebem vencimentos acima desse valor, foi estabelecido um acréscimo fixo de R$ 406, conforme proposta apresentada pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que representa as empresas do setor.
As negociações entre Fiesp e entidades sindicais continuam.
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