Contra privatizações, os funcionários do Metrô, da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e da Sabesp estão em greve nesta terça-feira (3) em SP.
A paralisação foi aprovada em assembleia entre os sindicatos e terá duração de 24 horas.
Desde os primeiros momentos da manhã, os trabalhadores das três estatais cruzaram os braços. Eles querem que os processos de privatizações sejam cancelados. Em protesto, bloqueios serão realizados em diversos pontos públicos da cidade.

Por meio das redes sociais, o governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, se manifestou contra a greve realizada pelos trabalhadores contra as privatizações das estatais do setor de transporte metroviário e saneamento básico. “É uma pena o cidadão sofrendo, tendo a privatização do transporte por uma pauta que sinceramente não é motivo para paralisação“, disse ele.
Leia mais: Trabalhadores da Embraer em São José entram em greve por tempo indeterminado
No vídeo, Tarcísio ainda afirma que o governo está somente estudando as privatizações e que haverá um momento do processo adequado para acontecer a consulta pública.
Como forma de reduzir os impactos da greve, o governo declarou ponto facultativo em todos os serviços públicos estaduais e suspendeu o rodízio de veículos na cidade.
Apesar da greve, todos os sistemas de abastecimento de água coleta e tratamento de esgoto da Sabesp seguem operando regularmente.
Determinação judicial
O Tribunal Regional do Trabalho determinou a manutenção dos serviços de transporte em 100% nos horários de pico e 80% nos demais períodos, além de 85% dos trabalhadores em atuação dos serviços essenciais da Sabesp.
A Justiça afirma que irá adotar as medidas cabíveis devido a greve contra as privatizações em SP não estar em acordo com a decisão citada.
O sindicato irá recorrer da decisão por considerá-la um ataque ao direito constitucional de greve.
Acompanhe também: