Em meio às discussões pela descriminalização da posse de maconha para uso pessoal, o prefeito Anderson Farias (PSD), de São José dos Campos, levantou sua bandeira contra a liberação da droga.
Na sua conta oficial no Instagram, o prefeito publicou um vídeo em que descarta a possibilidade da realização de uma edição da “Marcha da Maconha” na cidade.
Uma solicitação tratando da viabilidade do evento no dia 7 de outubro foi enviada para seu gabinete e teve a introdução lida por Anderson na gravação.

“Não vou permitir esse tipo de ação, esse tipo de concentração para fazer apologia à droga. ‘Ah, tem decisão de não sei aonde, decisão do MP’. Ok. Aqui não vai acontecer”, disse o prefeito.
Ao longo de um minuto e 35 segundos de vídeo, Anderson é bastante enfático em sua posição e nega dez vezes a possibilidade da marcha em São José.
“Vai procurar o que fazer, tem muitas coisas para a gente melhorar. Tem muitas famílias sofrendo com pessoas que utilizam a droga, que estão dependentes. Vai ajudar essas famílias. Vai ajudar essas pessoas”, exclama.
Segundo o prefeito, o documento enviado inclusive afirma que não há necessidade de acompanhamento da força policial, mas ainda assim a realização do evento foi completamente descartada.
Felicio também contra a maconha
O vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth (PSD), grande apoiador de Anderson em São José, foi outro que recentemente expressou sua posição firme contra a liberação da droga.
No fim de julho, em discurso durante cerimônia de inauguração do Espaço Prevenir, que presta apoio para ex-dependentes químicos em São José, Ramuth chamou a atenção para os países que teriam desciminalizado a maconha e supostamente estariam voltando atrás na decisão.
“Portugal é um desses países que agora sofre [com a descriminalização da maconha]. Em Amsterdam [capital holandesa] já sendo proibido na região central o uso livre das drogas como era permitido. Então é um tema que nós temos que estar cada vez mais atentos”, disse.
A maconha em Portugal e na Holanda
Em Portugal, a posse drogas não é considerada crime, mas, sim, um ato ilícito. O tráfico de drogas, por sua vez, é considerado crime.
Lá existe um critério para distinguir o uso pessoal do tráfico. A posse de até 25 gramas de cannabis é considerada posse para consumo, bem como o cultivo de até seis plantas fêmeas.
Na Holanda, o consumo de maconha foi descriminalizado em 1975 e a população passou a poder comprar a erva legalmente nas coffee shops.
O país permite que cafeterias vendam até cinco gramas de maconha aos clientes para consumo no local. No entanto, alguns municípios restringirm a prática ao longo dos anos.
Em maio, a capital Amsterdam impediu o consumo da droga nas ruas do distrito de De Wallen, bairro tradicionalmente conhecido pela vida noturna e as casas de prostituição legalizadas.
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