O Podcast Talk+ recebeu Rosa Ester, autora do livro “Mercado Municipal: 100 anos – Encontros e Vivências”, e Mandú Carvalho, produtor cultural, nesta quarta-feira (2). Os dois abordaram diversos tópicos que estão relacionados com a história do “Mercadão” de São José dos Campos.

Rosa, que é joseense, diz que a inspiração para escrever o livro se deu devido à familiaridade que possui com o local. A pesquisa da escritora teve início em 2007, quando começou a escrever sua monografia de pós-graduação em Gerontologia Social e Família, que teve como tema a relação de pessoas idosas com mais de 60 anos que frequentam o Mercado Municipal.
Já o novo livro, lançado em julho deste ano, retrata a história de diversos comerciantes locais. Um dos exemplos é a Banca da Farinha D. Linda, que foi inaugurada em 1917, quando o atual Mercadão ainda era o Largo D’Aparecida.
De lá para cá passaram-se mais de 100 anos. Nesse tempo, o patrimônio histórico e cultural de São José já passou por diversos processos de atualizações tecnológicas. Mas a modernização tem sido um tema bastante debatido desde que prefeito Anderson Farias cogitou a privatização do local.
Mercado Municipal possui valor social
Quando indagados a respeito da fala do secretário de Projetos Especiais, Alexandre Blanco, sobre o prejuízo que Mercadão pode causar para a Prefeitura, Mandú Carvalho disse a qualidade de vida também se dá pelo valor social, humano e de cidadania que o local oferece.
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“São José é uma cidade muito rica. Não é como se a manutenção do Mercado Municipal dando ou não retorno financeiro fosse o que deixa o caixa do município no vermelho, longe disso. Quando a gente fala do valor de uma cidade é revoltante que um gestor público pense que o valor é só o valor econômico”, relete Mandú.
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