No ano em que o Mercadão de SJC completa 100 anos, a prefeitura anunciou um projeto de modernização e dividiu opniões entre os comerciantes e políticos da cidade.
Em meio aos rumores de que o patrimônio poderia se tornar um novo shopping, o prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias (PSD), desmentiu a possibilidade e disse que a tradição deve ser mantida.
A informação foi dada durante entrevista ao Portal SP RIO+, no podcast Talk+.

De acordo com o chefe do executivo, foi realizado um diagnóstico de quais melhorias deveriam ser feitas no Mercado Municipal de SJC.
Por ser antigo, os primeiros reparos seriam na parte elétrica e hidráulica, avaliadas num custo de R$ 10 milhões.
Segundo ele, as reformas devem ser realizadas na estrutura do prédio e também em alguns serviços, como tratamento de esgoto, piso, sanitários e também coleta de lixo.
Recentemente, uma obra de reparo no telhado foi feita, num custo de R$30 mil.
No entanto, não se sabe ainda qual será a estratégia utilizada para a modernização do Mercadão de SJC; a discussão sobre como colocar isso em prática está em aberto.
Fala-se em concessão, parcerias e até mesmo a criação de uma associação, por exemplo.
“Para que eu tenha essa discussão, eu preciso torná-la pública, através de uma consulta pública. Não posso fazer de portas fechadas apenas com os permissionários, até para que seja de forma transparente”, disse Anderson Farias.
Ideias em andamento
O prefeito esclareceu que já conversou com os comerciantes sobre os projetos em vista e que há um debate em andamento.
Apesar disso, surgiu o rumor de que o Mercadão de SJC poderia se tornar um novo shopping e muitas pessoas posicionaram-se contra.
Durante a entrevista ao Portal SP RIO+, Anderson Farias disse que trata-se de uma desinformação da oposição.
“Foram falar aos comerciantes que a prefeitura tinha um interesse de construir um shopping no lugar do Mercadão (…) É tão absurdo que é até difícil de explicar. Isso não é verdade, temos que manter a tradição”.
Além disso, o gestor municipal acrescentou que o município dispõe de um recurso mensal ao patrimônio e os comerciantes pagam uma taxa para manter o Mercado Municipal.
Mesmo assim, essa taxa não chega a cobrir nem 30% dos custos e quem paga o restante é o poder público.
“O Mercadão é um cartão de visita da cidade, mas pode melhorar muito”, encerra.
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