Atletas de São José dos Campos conquistaram sete medalhas no Mundial de Atletismo Paralímpico de Paris.

A disputa foi encerrada na segunda-feira (17) e com isso, os competidores voltaram para casa com duas medalhas de prata e cinco de bronze.
Entre os convidados para fazer parte da equipe brasileira, 11 estão vinculados à equipe de alto rendimento do Instituto Athlon em São José. A entidade é uma parceira da Prefeitura.
Atletas joseenses
Entre os destaques do time foram Lorena Spoladore e seu guia Renato Ben Hur, medalha de prata no salto em distância (T11) e Christian Gabriel, prata nos 200m (T37) e bronze nos 100m (T37).
Também levaram o bronze João Victor Teixeira, no lançamento de disco (F37); Jardênia Felix da Silva, no salto em distância (T20); Jhulia Karol da Fonseca e seu guia Mateus dos Santos de Oliveira, no revezamento 4x100m (T11) e Rayane Soares, no 400m (T13).
Competição em Paris
O Mundial de Atletismo de Paris foi o primeiro após os Jogos de Tóquio 2020 e o maior evento paralímpico a ocorrer na capital francesa antes dos Jogos Paralímpicos de Paris 2024.
Nesta edição, o Brasil superou sua melhor campanha na história da competição, anteriormente registrada em Dubai 2019. Naquela ocasião, os brasileiros conquistaram a segunda colocação no quadro geral, com um total de 39 medalhas: 14 de ouro, nove de prata e 16 de bronze.
O desempenho atual também ultrapassou o resultado da competição de Lyon em 2013, que até então era considerada a melhor performance nacional. Em Paris, o Brasil conquistou um total de 40 pódios, distribuídos em 16 medalhas de ouro, 10 de prata e 14 de bronze, garantindo assim a terceira posição geral no quadro de medalhas.
O Mundial foi realizado no Estádio Charlety, que já sediou etapas do Grand Prix da modalidade.
Entenda como funciona a classificação das modalidades
Os atletas são divididos em grupos de acordo com o grau de deficiência constatado pela classificação funcional. Os que disputam provas de pista (velocidade, meio fundo, fundo e saltos) e de rua (maratona), levam a letra T (Track) em sua classe:
- T11 a T13 | Deficiências visuais
- T20 |Deficiências intelectuais
- T31 a T38 | Paralisados cerebrais (31 a 34 para cadeirantes: 35 a 38 para andantes)
- T40 e T41 |Anões
- T42 a T44 |Deficiência nos membros inferiores
- T45 a T47 |Deficiência nos membros superiores
- T51 a T54 |Competem em cadeiras de rodas
- T61 a T64 |Amputados de membros inferiores com prótese
Já os competidores que fazem provas de campo (arremessos, lançamentos) são identificados com a letra F (Field) na classificação:
- F11 a F13 | Deficiências visuais
- F20 | Deficiências intelectuais
- F31 a F38 | Paralisados cerebrais (31 a 34 para cadeirantes: 35 a 38 para andantes)
- F40 e F41 | Baixa Estatura
- F42 a F46 | Amputados ou deficiência nos membros superiores ou inferiores (F42 a F44 para membros inferiores e F45 a F46 para membros superiores)
- F51 A F57 | Competem em cadeiras de rodas (sequelas de poliomielite, lesões medulares, amputações).
Sobre os atletas com deficiências visuais existe a modalidade atleta-guia e apoio
- T11 | Corre ao lado do atleta-guia e usa o cordão de ligação. No salto em distância, é auxiliado por um apoio.
- T12 | Atleta-guia e apoio, no salto, são opcionais.
- T13 | Não pode usar atleta-guia e nem ser auxiliado por um apoio no salto.