O Museu Interativo de Ciências esteve lotado nesta sexta-feira (14) por conta de uma competição de robôs criados pelos participantes da SSP23, em São José dos Campos.
Além dos estudantes e equipe técnica, também esteve presente no evento Kasuya Yoshida, professor do laboratório de robótica espacial da Universidade de Tohoku, no Japão.

O professor é especialista nos campos de robótica espacial, dinâmica e controle de robôs espaciais, tecnologia de exploração espacial e desenvolvimento de microssatélites. Ele também tem contribuído para a educação internacional em engenharia espacial como visitante na ISU (International Space University) desde 1998.
O torneio robótico teve como objetivo demonstrar uma missão real fora do planeta Terra e animou a tarde de quem esteve presente no evento. Inclusive, de famílias e muitas crianças que estavam vidradas na partida.
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Dinâmica
Na segunda-feira (10), os competidores receberam todas as instruções para montarem os dispositivos. Com uma quantidade limitada de peças de Lego, rodinhas e um sensor óptico que reconhece cores e objetos, cada grupo (composto por quatro pessoas), teve que montar seu robô da maneira que achasse melhor.
Simulando a superfície terrestre e marciana, cada dispositivo teve que desviar de obstáculos e capturar gemas, sem ultrapassar o campo delimitado por linhas brancas. A finalidade era criar o robô que captasse mais bolinhas coloridas na melhor de três tentativas, dentro de sete minutos.
A equipe “vencedora” obteve 840 pontos. Isso porque o torneio não procurava por uma luta e, sim, uma busca pela melhor performance.
Com 355 pontos no placar, a equipe Alphabots, do Instituto Alpha Lumen, ficou em segundo lugar. O time era o mais novo da competição, com alunos do ensino médio com idades entre 15 e 16 anos.
Antes de entrar em campo, o jovem Miguel Junqueira Nicácio, 16, ainda brincou: “espero que a gente faça mais do que zero pontos”, em referência ao nome do robô, Project Zero.

Miguel exalta a importância da integração entre os membros da equipe. “O robô não é só você colocar o código e montá-lo, existe uma parte social por trás. Terem equipes ótimas e bons integrantes é fundamental e eu caí numa equipe muito boa. Fico muito feliz por isso!”, conta.
O professor Yoshida disse que os meninos superaram as expectativas, já que os demais grupos eram constituídos por universitários e ainda deixou um elogio: “eles fizeram um bom trabalho, estou muito feliz de ver que eles são muito jovens ainda. Espero poder vê-los contribuindo como cientistas e engenheiros na construção do futuro do mundo”.
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