A desaprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cresceu de 35% para 40% entre os meses de março e junho, segundo apontam dados da pesquisa Ipec/O Globo publicada nesta sexta-feira (9).
Apesar da alta na reprovação, a avaliação positiva de Lula à frente do país ainda é alta – mesmo que tenha caído desde o início do ano.
Em março, 57% diziam aprovar o comando do petista, enquanto agora o número está em 53%.

Mais dados da pesquisa Ipec
De acordo com a pesquisa, também houve uma queda no número de pessoas que consideram a gestão de Lula positiva.
Anteriormente, 39% dos entrevistados consideravam a governança do PT como “boa” ou “ótima”, porém esse número agora é de apenas 37%.
Por outro lado, a avaliação negativa, classificada como “ruim” ou “péssima”, aumentou de 26% para 28%. Já a porcentagem daqueles que consideram a administração como “regular” aumentou para 32%.
A pesquisa foi realizada em todo o país pelo Ipec entre os dias 1º e 5 de junho.
Perda de apoio do governo
Embora as variações estejam dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, elas indicam uma perda de apoio ao governo em comparação com a primeira pesquisa realizada em 19 de março.
Na ocasião, 41% dos entrevistados avaliaram o governo como “ótimo” ou “bom”, e a diferença entre os satisfeitos e insatisfeitos era de 17 pontos percentuais.
Ao mesmo tempo, 24% disseram que a gestão de Lula era “ruim” ou “péssima”. Agora, a diferença entre os grupos é de nove pontos.
Leia também: Governo vai liberar R$ 57 milhões para pagamento do piso da enfermagem no Vale, diz Alckmin
Avaliação boa dos mais ricos
O grupo que mais avalia o governo de Lula como positivo é composto por pessoas que têm uma renda mensal de até um salário mínimo (43%).
No entanto, mesmo nesse grupo, houve uma queda significativa na popularidade, já que em abril a avaliação era de 53%.
Por outro lado, um movimento oposto na parcela mais rica da população entrevistada pôde ser observado na pesquisa.
A avaliação “boa” ou “ótima” do petista aumentou de 30% para 36% entre aqueles que ganham mais de cinco salários mínimos por mês.
Acompanhe também: