São José dos Campos registrou redução de lançamentos de imóveis no programa habitacional do governo federal Minha Casa, Minha Vida. A informação foi divulgada na sexta-feira (1), em pesquisa realizada pela Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba).
Os dados captados pela associação nas cidades de São José dos Campos, Taubaté e Jacareí, apontam que a construção de empreendimentos do Casa Verde e Amarela reduziu de 44% nos últimos quatro meses de 2023, para 10%. Isso ocorre devido a alta de lançamentos de imóveis voltados para o público de médio padrão.

(Foto: Adalberto Marques/Integração Nacional)
Segundo Maria Rita Singulano, presidente da Aconvap, nessa redução de lançamentos, São José dos Campos é a única cidade que não tem nenhum empreendimento do programa social em andamento. “Não tem mais lançamento porque o teto do Minha Casa, Minha Vida não sobe há mais de oito anos e com isso os empresários não conseguem mais produzir imóveis dentro do orçamento da Caixa Econômica”, afirmou a engenheira civil em entrevista ao portal SP RIO +.
A presidente acrescenta que o cenário nacional do Brasil, que prevê a reformulação do programa habitacional, seja a solução para o problema enfrentado na região. “A esperança é que agora com a reformulação, o teto suba para retomar as construções do Minha Casa, Minha Vida aqui”.
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Sobre o Minha Casa Vida, Minha Vida
O objetivo do programa é financiar parcialmente ou totalmente, a compra de imóveis para habitação. Além disso, a política beneficia também pessoas que queiram realizar reformas ou construir suas residências.
Diante da mudança de governo, o programa Minha Casa, Minha Vida passará por uma reformulação. As mudanças começam pelas faixas de renda dos beneficiários, são três categorias para as famílias de áreas urbanas.
A faixa 1, engloba famílias com menor renda, passando de R$ 1,8 mil para R$ 2,64 mil. Na faixa 2, o limite foi elevado para R$ 4,4 mil, e na faixa 3 para R$ 8 mil. Além disso, a parte paga pelo governo no financiamento poderá ser de até R$ 170 mil e não mais até R$ 47 mil.
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