Os remédios devem ficar até 5,6% mais caros, a partir deste sábado (1).
A projeção é do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Sindusfarma).
O cálculo foi baseado nas regras que estabelecem o reajuste de preços de medicamentos, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e fatores de produtividade/ajustes de preços de cada setor.

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Nos últimos dez anos, o reajuste dos remédios ficou abaixo da inflação geral.
Em 2012, o IPCA acumulado chegou a 90,24%. No entanto, desde então, o preços aumentaram em 76,79%.
Apesar da alta prevista, não será imediatamente que os preços irão subir.
Segundo o Sindusfarma, acontecerá conforme reposição dos estoques e estratégias comerciais adotadas pelas empresas.
Mesmo assim, o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) indica que o teto dos preços não impede reajustes abusivos.
A diferença pode chegar até 86%, por exemplo, para antibióticos.
Para medicamentos genéricos, a variação ficou em 384% no omeprazol (remédio para gastrite) e 91,9% no atenalol, um anti-hipertensivo.
Todo ano os medicamentos passam por mudanças de valor, a partir de 31 de março, pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed).
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