Os brasileiros têm utilizado cada vez mais a poupança para pagarem suas dívidas. Em fevereiro, os saques foram recordes: saída de R$ 11,5 bilhões no período.
O valor foi o maior para o mês, na série histórica do Banco Central (BC), iniciada em 1995.
De acordo com especialistas, o motivo para isso seria o acúmulo de contas, taxa de juros alta e a sazonalidade.

Na prática, o rendimento da poupança está relacionado diretamente com a taxa de juros.
Funciona da seguinte maneira: quando a taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano, o rendimento será de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR).
No entanto, se a taxa Selic estiver abaixo ou igual a 8,5% ano ano, a poupança rende 70% do valor da taxa básica mais a TR.
Hoje, a Selic está em 13,75% e é a maior, desde 2016. No início do ano passado, estava em 9,15% ao ano.
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Dívidas
Informações da Serasa Experian indicam que a quantidade de inadimplentes no país passou de 59,3 milhões para 70,1 milhões (em janeiro de 2018, comparando com o mesmo período de 2023).
As contas também aumentaram.
A média era de uma dívida de R$ 3.926,40, que subiu para R$ 4.621,30; crescimento de 19%.
Essa alta também levou os brasileiros a sacarem o dinheiro poupado para pagar as dívidas.
Outra questão analisada é a época do ano.
Os primeiros meses são marcados pelo pagamento de impostos e rejustes escolares.
Com isso, as pessoas utilizam o dinheiro guardado para pagarem esses valores mais altos e cobrir prestações, por exemplo.
Por fim, a perda de competitividade diante de outros títulos também colaborou para que as pessoas sacassem mais suas economias.
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