Um grupo de 212 pessoas foi resgatado do trabalho escravo nos estados de Minas Gerais e Goiás.
Os trabalhadores prestavam serviço em fábricas de álcool e produtores de cana de açúcar.
O resgate aconteceu durante uma operação do Grupo Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego.

Segundo a pasta, as pessoas eram contratadas por uma instituição de seviços terceirizados que fazia o intermédio da mão de obra.
Os municípios localizados foram: Araporã (MG), Itumbiara, Edeia e Cachoeira Dourada (todos em GO).
A maioria desses trabalhadores foi aliciada no Piauí, Maranhão e Rio Grande do Norte, transportada de forma clandestina para Goiás.
De acordo com as informações, essas pessoas não eram alimentadas, não tinham acesso a sanitários nem utensílios de proteção contra agrotóxicos.
O auditor fiscal do trabalho, Roberto Mendes, detalhou a ação.
“A maioria desses abrigos era extremamente precária e não possuía as mínimas condições para serem usadas como moradias. Alguns deles eram muito velhos, com as paredes sujas e mofadas, goteiras nos telhados e não dispunham de ventilação adequada, sendo que em alguns dos quartos sequer possuíam janelas. O banho era tomado com água fria, que saía diretamente do cano, mesmo nos dias mais frios e chuvosos”.
Leia também: Pesquisa mostra que mulheres chefes de família são as que mais sofrem com desigualdade no mercado de trabalho
Desfecho
As empresas comunicadas assumiram a responsabilidades pelo trabalhadores resgatados e entraram em acordo para realizar o pagamento das verbas rescisórias.
O valor chegou a R$ 2,57 milhões, acrescentado de 50% sobre essa quantia, por dano moral individual.
O total ficou em R$ 3,855 milhões.
Além disso, o Ministério Público do Trabalho fez a proposta de um pagamento de dano moral coletivo, no valor de R$ 5 milhões, mas ainda sem acordo com as instituições.
Por fim, o o Ministério do Trabalho e Emprego deu o direito a todos os 212 resgatados a receber três parcelas do seguro-desemprego.
Denúncias sobre trabalho análogo à condição de escravo podem ser feitas aqui.
Acompanhe também:
Clique aqui para receber nossas notícias no WhatsApp!