Os 39 municípios integrantes do Vale do Paraíba poderão contar com um sistema de câmeras de segurança integrado, que funcionará 24 horas por dia. Desejo antigo da população, a iniciativa é uma das promessas de Sergio Theodoro, recém-nomeado diretor-executivo da Agemvale (Agência Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte)
Ele foi o entrevistado desta segunda-feira (30) do Podcast Talk+, produzido pelo Portal SP RIO+. A entrevista completa está disponível no YouTube, Spotify e ao final desta matéria.
Nomeado de “Cinturão Eletrônico”, o projeto já está todo idealizado. A expectativa da Agemvale é divulgar nos próximos dias o edital que vai selecionar a empresa responsável pelo fornecimento das câmeras e do sistema de segurança.

Segundo o diretor-executivo Sergio Theodoro, os recursos financeiros para a idealização do projeto já estão disponíveis para o uso do Fundovale (Fundo de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte), responsável por dar suporte financeiro ao planejamento e às ações na região.
“Hoje nós já temos os recursos disponíveis, em torno de R$ 4 milhões. A gente pretende, durante a licitação, diminuir um pouco esse valor. Mas o certo é que nós já temos o recurso e o projeto já está pronto. O edital vai para a rua nos próximos dias”, disse durante a entrevista.
Prioridades
Segundo Theodoro, o Cinturão Eletrônico integrará, em um primeiro momento, as regiões do Vale Histórico (região de Cruzeiro) e Vale da Fé (região de Aparecida). As duas regiões somam 17 municípios.
“Nesta primeira parte, nós vamos acatar as duas regiões que mais necessitam de um apoio das forças de segurança pública. São municípios com índices de criminalidade bastante diferentes de outras cidades daqui, como São José dos Campos e Jacareí. Os números lá são realmente alarmantes”, justificou.
Conforme o diretor explicou, serão mais de 100 câmeras integradas nas duas regiões. Entretanto, o que será comprado pela Agemvale não serão os equipamentos, mas as “imagens-hora”.
“A empresa que ganhar a licitação deverá entregar para as nossas forças de segurança públicas somente as imagens. Nós faremos o pagamento através da disponibilidade de imagem. Se o equipamento quebrar, se for avariado ou se não produzir as imagens, não haverá pagamento”, explicou Sergio Theodoro.

Leitura de placas automotivas
Por fim, Sergio Theodoro também explicou durante a entrevista que o Cinturão Eletrônico é inspirado em um sistema existente em São José dos Campos, o CSI (Centro de Segurança e Inteligência), que também realiza monitoramento inteligente 24 horas por dia, captando imagens de toda a cidade.
“Haverá uma diferença. Em São José dos Campos as câmeras possuem leitor facial. Nós estamos fazendo o Cinturão com leitura de placa. Ou seja, você começa a ter uma ação de inteligência no sentido de poder acompanhar o deslocamento de criminosos na região”, explicou.
Com o sistema, a proposta da Agemvale é que qualquer ocorrência, em qualquer município do Vale, possa ser acompanhada em tempo real por toda a região.
Sobre o Cinturão Eletrônico
A ideia do Cinturão Eletrônico é um desejo antigo da população da região. Em 2017, o então governador Geraldo Alckmin, na época no PSDB, iniciou a implantação do monitoramento eletrônico. A expectativa era iniciar as instalações no segundo semestre daquele ano, o que não aconteceu.
Contudo, com o novo Governo estadual eleito, a expectativa da Agemvale é que o projeto seja finalmente executado.
“Sem dúvida nenhuma, a presença do vice-governador sendo da nossa região vai trazer um olhar diferenciado. Felicio [Ramuth] conhece, como poucos,a nossa região. Sabe dos problemas que a região enfrenta. Então a questão da segurança é uma das questões que a gente vai acatar agora”, disse o diretor-executivo.
Sobre Sergio Theodoro e a Agemvale
Sergio Francisco Theodoro é Sergio é cientista econômico, gestor comercial e empresário. Foi empossado diretor-executivo da Agenvale no último dia 17, durante evento solene com o então governador em exercício, Felicio Ramuth (PSD).
É a segunda vez que ele assume o cargo de diretor-executivo da agência. Sua primeira passagem pelo cargo foi entre 2019 e o início de 2022, quando saiu para coordenar a campanha eleitoral de Felicio.
Nesta sua nova passagem a frente da agência, terá como missão a articular com o governo estadual, aproximando os prefeitos do governador.
Reside em São José há 30 anos e foi secretário de Esportes e Lazer no município entre 2009 e 2012.
Ligada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Governo de São Paulo), a Agenvale tem o objetivo de discutir e planejar o desenvolvimento da região.
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