
Com a chegada do verão e, consequentemente, alguns dias mais chuvosos, profissionais da saúde tem orientado como evitar a proliferação do mosquito da dengue, estimulada pela umidade.
De acordo com o médico Alexandre Cunha, do Grupo Sabin, presente em São José dos Campos, o registro de casos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti aumenta consideravelmente nesta época do ano por causa das mudanças climáticas.
“Temos percebido um aumento no número de exames para dengue, zika e chikungunya e um aumento na positividade desses exames, o que nos faz redobrar a atenção e reforçar movimentos de orientação para conscientização individual e coletiva a fim de evitar a proliferação do mosquito”, explica o médico Alexandre Cunha, infectologista do Grupo Sabin e vice-presidente da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal.
Além da dengue, o mosquito Aedes aegypti, transmite zika e chikungunya. Os sintomas das três doenças são semelhantes, inclusive aos da COVID-19. Isso pode confundir e acarretar tratamentos equivocados com automedicação, demora no diagnóstico e atraso no início do tratamento adequado.
Dentre os sintomas, estão febre de início abrupto acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, além de náuseas, vômitos e dores abdominais.
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Combate à dengue
De acordo com o Alexandre Cunha, a medicina diagnóstica desempenha um papel fundamental em cenários como este.
“Exames com laudos precisos fornecem segurança para a melhor jornada de cuidado do paciente e contribui para que o médico conduza o tratamento de forma resolutiva, com assistência e manejo clínico adequados”, explica o médico do Grupo Sabin.
Como medida preventiva, ele ressalta que combater o mosquito é um dever de todos e começa dentro de casa, com cuidados simples na rotina. Dentre os cuidados, estão evitar criar ambientes propícios ao desenvolvimento do mosquito, como água parada em telhados, calhas, garrafas e pneus.
Reservatórios de água também são um ponto de atenção e devem ser tampados, para que o mosquito não coloque seus ovos ali.

São José dos Campos
Com mais de 1,6 mil casos até novembro de 2022, São José dos Campos registrou 170% de aumento em relação ao mesmo período de 2021, quando 620 casos foram registrados. Os 1.676 registros são quase três vezes maior que no ano anterior. As informações são da Prefeitura.
No cenário nacional, o Brasil registrou uma crescente de casos de dengue durante o ano de 2022. Segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, foram 1.414.797 casos prováveis de dengue registrados no país.
O número do país representa um aumento de 163,8% em relação ao ano anterior, de 2021, com uma taxa de incidência de 663,2 casos por 100 mil habitantes.