O Dia Nacional de Combate ao Colesterol, celebrado nesta quinta-feira (8), é uma data que serve de alerta para a prevenção de doenças associadas às taxas desequilibradas no sangue. De acordo com dados da SES-SP (Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo), o estado um aumento de 41% no número de atendimentos ambulatoriais pelo SUS (Sistema Único de Saúde) a pacientes com colesterol alto de janeiro a maio deste ano. Foram 827 atendimentos contra 586 no mesmo período de 2023.
Somente no ano passado, 41.465.940 comprimidos de medicamentos foram dispensados durante todo o ano passado, para tratamento de hipercolesterolemia.

Já na região, nas cidades abrangidas pelo DRS (Departamento Regional de Saúde) de Taubaté, de janeiro a maio, foram realizados 2.214 exames de colesterol e dispensados 405.645 medicamentos comprimidos para tratamento da doença. No mesmo período de 2023, foram realizados 3.115 exames de colesterol e dispensados 365.057 comprimidos para tratamento da doença na região.
Ainda segundo dados da secretaria, de janeiro a maio deste ano, foram registrados três óbitos por colesterol nas cidades de abrangência do DRS Taubaté. No mesmo período de 2023, foram 10 óbitos pela doença na região.
Tratamento
Embora seja visto como prejudicial para o corpo humano, o colesterol apresenta uma função primordial atuando na formação de hormônios como testosterona e estrogênio, além de ácidos biliares, fundamentais na digestão da gordura dos alimentos. A condição é detectada em exames de sangue, por isso a necessidade do monitoramento constante, tendo em vista que a doença é silenciosa e não apresenta sintomas.
A substância pode ser medida de algumas formas no organismo, como o HDL, conhecido por “colesterol bom”, e o LDL, considerado o “colesterol ruim”. Este último, quando em altas taxas provoca alterações no sistema vascular, aumentando as chances do desenvolvimento de doenças como o AVC (Acidente Vascular Cerebral), demência, derrame cerebral e infarto.
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O desenvolvimento do colesterol ruim está associado a questões como alimentação rica em gorduras saturadas, excesso de peso, diabetes, tabagismo, sedentarismo e estresse. Segundo o cardiologista Carlos Eduardo Vilhena Favato, do Hospital Geral de Itapecerica da Serra, o fator hereditário também influencia, portanto indivíduos com predisposição genética devem ter cuidado redobrado.
“A genética pode estar relacionada ao colesterol, mas na grande maioria dos casos, o desenvolvimento da doença está associado à ingestão alimentar errada, ausência de exercícios físicos e obesidade. Com a alimentação, por exemplo, é importante se atentar a alimentos com gordura trans, encontrada na margarina, e demais alimentos industrializados como salgadinhos”, alerta o especialista.
A boa notícia é que o colesterol alto pode ser revertido por meio de mudanças no estilo de vida que envolvem alterações na dieta, prática de exercício físico e em alguns casos, medicação, que precisa ser acompanhada de hábitos saudáveis.
O médico destaca ainda que o controle do colesterol ajuda no controle do desenvolvimento de placas de aterosclerose e ajuda na diminuição de risco de eventos cardiovasculares.
Confira algumas dicas para manter o colesterol bom:
– Consumir frutas e vegetais;
– Consumir alimentos ricos em fibra como aveia, grão de bico e maçã;
– Priorizar carnes magras como frango e peixe;
– Limitar o consumo de queijos amarelos, margarina, embutidos, açúcar e carnes vermelha;
– Evitar frituras;
– Manter o peso adequado;
– Evitar o tabagismo;
– Praticar exercícios físicos.
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