
Após a divulgação dos gastos com cartão corporativo dos ex-presidentes da República, nesta quinta-feira (12), tornou-se possível comparar os valores dos antigos mandatários.
Jair Bolsonaro gastou R$ 27 milhões com o cartão corporativo, segundo os dados da Secretaria-Geral da Presidência da República, que atende um decreto que regulamenta da Lei de Acesso à Informação (LAI).
O valor é menor do que o gasto por Lula em cada um dos seus dois primeiros mandatos, e por Dilma em sua primeira gestão.
Comparativo
Veja os números com os valores corrigidos pelo IPCA anual:
– Lula (1º mandato): R$ 59.075.679,77
– Lula (2º mandato): R$ 47.943.615,34
– Dilma Rousseff (1º mandato): R$ 42.359.819,13
– Dilma Rousseff (2º mandato): R$ 10.212.647,25
– Michel Temer: R$ 15.270.257,50
– Jair Bolsonaro: R$ 32.659.369,02
Os dados podem não ser definitivos, de acordo com o Tribunal de Contas da União.
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Cartão corporativo na gestão Bolsonaro
Os gastos do cartão corporativo tiveram sigilo durante os quatro anos de governo de Jair Bolsonaro por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).
A gestão chegou a negar acesso aos dados de vários veículos de imprensa que solicitavam transparência dos números.
Segundo a Presidência, a justificativa era que seriam informações que diriam respeito à segurança do então presidente.
Na quinta-feira, Lula quebrou o primeiro sigilo de 100 anos da gestão Bolsonaro. Os dados apontaram as visitas recebidas pela ex-primeira-dama Michelle.
O que é o cartão corporativo?
O Cartão de Pagamento do Governo Federal foi criado no governo Fernando Henrique Cardoso, em 2001.
Seu objetivo é atender a despesas pequenas e eventuais, como viagens e serviços especiais que exijam pronto pagamento.
As regras exigem que os gastos não ultrapassem o limite estabelecido em portaria federal.