O prefeito de Taubaté, José Saud (MDB), se defendeu das supostas irregularidades em terceirizações nas unidades de urgência e emergência do município apontadas pelo Ministério Público. Em entrevista ao portal SP RIO+ nesta quinta-feira (8), ele disse que “não tem nada a esconder”.
“A secretaria [de Saúde] não fez nada ilícito, imoral. Era a única condição que a secretaria poderia ter tomado. Isso vai ser provado dentro desse processo. Não houve ali alguma coisa que ‘ah, enriquecimento’, nada disso”, disse o prefeito em entrevista.
A entrevista na íntegra está disponível ao final desta matéria, no Spotify e no YouTube.

Entenda o caso
Em junho e julho deste ano, o Ministério Público determinou ao município de Taubaté duas ações de improbidade administrativa.
Os processos tramitam em segredo de justiça e apontam supostas irregularidades em terceirizações nas unidades de urgência e emergência.
A quebra dos sigilos é referente ao período de outubro de 2021 (um mês antes da abertura dos processos licitatórios) a 31 de maio de 2022.
A medida inclui e-mails e trocas de mensagens.
Estão envolvidos no caso prefeito de Taubaté, José Saud (MDB), o secretário de Saúde, Mario Celso Peloggia, o ex-secretário adjunto de Saúde Fabricio Grasnele Galvao Velasco, o diretor de Saúde, Fabio Henrique da Cruz, e duas OSs (Organizações Sociais) contratadas pelo município, o Iesp (Instituto Esperança) e o INCS (Instituto Nacional de Ciências da Saúde).
A decisão foi tomada pelo juiz Jamil Nakad Junior, da Vara da Fazenda Pública de Taubaté.
O que diz o prefeito José Saud
Durante a entrevista ao portal SP RIO+, o prefeito José Saud disse que o juiz Jamil Nakad não solicitou a ele informações sobre o caso.
“Se o juiz tivesse pedido para mim pessoalmente, eu já tinha aberto, porque a gente não tem nada a esconder. Não tem nada de errado. Outra coisa, faria de novo, claro que sim, não tinha outra opção. O que ele está questionando bastante é que a gente já sabia e que ia demorar, e isso a gente devia ter trabalhado antes”, disse.
A demora, segundo o prefeito, aconteceu devido à alta quantidade de OSs envolvidas.
“Normalmente, em uma licitação, você tem dois, três participando. Neste caso, neste chamamento público, nós tivemos 32 OSs participando. O processo foi muito mais longo, porque a cada vez que você cortava uma, essa uma entrava na Justiça ou com recurso interno administrativo”, explicou,
Além disso, Saud também disse acreditar que a motivação das ações possui motivação política.
“Eu acho que o inicial tem um fator político. Não do promotor adiante. Porque do promotor adiante, ele é obrigado a fazer isso, então ele tem que levantar todas as informações mesmo e ponto. E as informações serão dadas para ele. Se ele pedisse para mim pessoalmente, eu já entregava para ele pessoalmente, porque eu não tenho nada a esconder dentro do contexto”, opinou.
O prefeito também garantiu não ter receio da quebra de sigilo determinada pela Justiça, já que, segundo ele, nunca assinou nenhum documento envolvendo os procedimentos questionados.
“Quando eu falo neste contexto que eu não assinei nada e estou envolvido dentro do mesmo processo, na mesma amplitude de todos, eu quero levar para o lado político da coisa. De forças políticas que levam a informação, alimentam o promotor e ele tem que dar andamento nas pesquisas, no trabalho dele”, garantiu.
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