O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), esteve reunido nesta segunda-feira (7) com a equipe de transição de governo em São Paulo para tratar dos primeiros compromissos oficiais após as eleições do dia 30 de outubro.
No encontro, foram discutidos três temas principais: a participação na COP 27, conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas; e ajustes no orçamento para o próximo ano; e a montagem da equipe de transição.
Nesta terça à noite, Lula viaja para Brasília, onde terá encontros encontros com os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, e também com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

COP 27
Convidado para participar da COP 27, realizada no Egito este ano, Lula tem viagem marcada para o país no começo da semana que vem. A conferência foi iniciada no último domingo (6) e cerca noventa chefes de estado confirmaram presença no evento, entre eles os presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden, e da França, Emmanuel Macron, além do novo premiê britânico, Rishi Sunak.
No retorno ao Brasil, assessores do presidente eleito ainda avaliam a possibilidade de uma escala em Portugal para encontro o presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro do país, António Costa.
Orçamento 2023
Pensando no orçamento de 2023, Lula debateu na reunião alternativas para incluir suas principais promessas de campanha no plano, entre elas a manutenção do auxílio emergencial de R$ 600 e a elevação do salário mínimo acima da inflação.
O corpo técnico do PT acredita que as possibilidades para isso são três. Furar o teto de gastos através de uma proposta de emenda à Constituição; a edição de medidas provisórias depois da posse; e o remanejamento de verbas da proposta orçamentária para 2023, ainda a ser negociado com o Congresso.
O tema deve ser tratado nesta terça-feira (8) em encontro entre o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB) e o senador Marcelo Castro (MDB).
Equipe de transição
A lista final com todos os nomes que irão compor a equipe de transição de Lula tem previsão de ser definida já nesta terça, segundo o senador Randolfe Rodrigues, um dos coordenadores da campanha do petista.
Os escritórios do presidente e do vice Alckmin, que está coordenando a equipe, já foram montados no Centro Cultural do Banco do Brasil, próximo ao Palácio do Planalto em Brasília. A presidente do Partido dos Trabalhadores, a deputada Gleisi Hoffmann, é quem vai cuidar das relações com os partidos.
Ao todo serão nomeados 50 integrantes para a equipe. Eleito deputado federal mais votado por São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL) e o presidente do PSOL, Juliano Medeiros, irão compor a equipe de transição do governo Lula.
A dupla vai ocupar a única vaga reservada para o partido e o posto destinado para a federação PSOL-Rede. Por outro lado, quem deve representar a Rede na vaga da sigla é o porta-voz, Wesley Diógenes.
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