A menos de dois meses para tomar posse, em 1° de janeiro de 2023, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem discutido com aliados os nomes que devem assumir os ministérios de seu próximo governo.
Durante o período eleitoral, Lula não indicou nenhum nome e também não cotou candidatos a nenhuma das pastas. No entanto, há a previsão de que algumas lideranças políticas que o acompanharam durante a campanha possam assumir cargos altos na gestão do petista.

Entre os cotados estão, por exemplo, Fernando Haddad (PT), que disputou a eleição para o Governo de São Paulo e foi derrotado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), e Simone Tebet (MDB), senadora, candidata à presidência neste ano e peça fundamental na campanha de Lula no 2° turno das eleições.
Veja alguns dos nomes cogitados para assumirem ministérios no governo de Lula:
Alexandre Padilha
Deputado federal pelo PT e um dos coordenadores de campanha do presidente eleito, Alexandre Padilha foi ministro das Relações Institucionais de Lula e ministro da Saúde da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
Aloizio Mercadante
Figura conhecida da política, Mercadante é cotado para o Ministério das Relações Exteriores ou para a pasta de Planejamento, que no governo de Jair Bolsonaro (PL) foi fundida com a Fazenda.
Em baixa no PT após o impeachment de Dilma Roussef em 2016, quando se opôs à aliança com o PMDB, ele volta ao governo após selar sua redenção ao partido como coordenador do plano de governo de Lula.
Chico César
Cantor e compositor, o artista é cotado pela equipe de Lula para comandar o Ministério da Cultura, que será recriado no novo mandato após ser extinto por Jair Bolsonaro (PL).
Apesar de ter prestígio com Lula, César afirmou em suas redes sociais, no entanto, que prefere ver outras pessoas na pasta. Suas sugestões seriam a deputada federal Jandira Feghali (PC do B-RJ) ou o ex-ministro Juca Ferreira (PT).
Na madrugada deste domingo (6), o cantor se apresentou ao lado de Geraldo Azevedo em São José dos Campos na Virada SP.
Daniela Mercury
Grande apoiadora de Lula durante sua campanha este ano, a cantora de axé Daniela Mercury teve grande participação na vitória de Lula tentando atrair o voto de eleitores indecisos para o petista.
Opositora ao governo de Bolsonaro, Mercury é sondada para assumir o Ministério da Cultura.
No Dia do Trabalhador, em 1° de maio, a cantora foi acusada de fazer ato político a favor de Lula em apresentação que teria sido paga com recursos públicos da Prefeitura de São Paulo. A informação foi negada pela assessoria da artista e hoje a investigação sobre o caso está arquivada.
Na época, no entanto, Daniela foi alvo de críticas de diversos integrantes da oposição ao PT, como o vereador de São Paulo Fernando Holiday.
Felipe Salto
Felipe Salto é economista e secretário da Fazenda do estado de São Paulo. Com perfil técnico, ele é cotado para assumir a Secretaria do Tesouro, sob o guarda-chuva do Ministério da Fazenda.
Fernando Haddad
Apesar de derrotado na disputa com Tarcísio de Freitas (Republicanos) pelo Governo de São Paulo este ano, Haddad foi responsável pelo melhor desempenho do PT numa eleição pelo Estado em toda a história.
Ex-ministro da Educação de Lula e Dilma e também ex-prefeito da capital paulista, ele é cotado para assumir o ministério da Educação. No entanto, sua preferência é pelo comando da Fazenda.
Geraldo Alckmin
O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), deve ser outro a ocupar um ministério, cumprindo a promessa de Lula nas eleições de dar grande relevância ao companheiro de chapa.
A expectativa é de que Alckmin fique à frente do Ministério da Defesa ou de uma pasta que focaria em pequenas e grandes empresas.
Gleisi Hoffmann
Gleisi é deputada federal, atual presidente nacional do Partido dos Trabalhadores e defensora de Lula e seu legado. Durante a campanha do ex-presidente este ano ela teve um importante papel e agora faz parte da equipe de transição de governo.
Ela é cotada para assumir a pasta de Planejamento.
Henrique Meirelles
O economista e ex-presidente do Banco Central aderiu à candidatura de Lula após reunião entre o petista e ex-presidenciáveis, e afirmou confiar na plataforma econômica do ex-presidente. Ele, que participou do gabinete de Michel Temer (MDB), pode assumir a Fazenda no novo governo.
Jean Paul Prates
Prates é do PT do Rio Grande do Norte e é atuante na área de energia, tendo forte atuação no setor de óleo e gás. Deve assumir o Ministério de Minas e Energia, mas também é visto como forte opção para assumir a Petrobras.
Juca Ferreira
Juca Ferreira é outro nome possível para um futuro Ministério da Cultura. O sociólogo participou da gestão de Gilberto Gil e o sucedeu no cargo nos governos Lula e Dilma. Ele também comandou as secretarias de cultura de São Paulo e Belo Horizonte.
Marina Silva
A ex-ministra do Meio Ambiente, que havia rompido com o PT desde 2009, reconciliou-se com o partido nas eleições deste ano e foi um grande símbolo de união na campanha. Ela foi eleita deputada federal, mas deve ocupar novamente o Meio Ambiente no novo mandato de Lula.
Márcio França
França, ex-governador de São Paulo e articulador que viabilizou a chapa Lula-Alckmin, é cotado para assumir o Ministério da Indústria, que será recriado por Lula em seu mandato. Ele foi candidato ao Senado por São Paulo neste ano, perdendo para Marcos Pontes (PL-SP).
Neri Geller
O deputado federal e ex-ministro de Dilma é do PP de Mato Grosso, e foi um dos poucos bastiões de Lula no setor agropecuário, engajando-se na campanha apesar dos ataques. Geller é uma opção para a Agricultura, concorrendo com Simone Tebet (MDB-MS).
Pérsio Arida
Pérsio Arida é nome próximo do vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), e foi um dos pais do Plano Real, abrindo o voto em Lula no segundo turno. Ele é ventilado como um possível Ministério da Fazenda, em aceno ao mercado.
Rui Costa
O governador da Bahia é um dos favoritos a assumir a Fazenda no novo governo petista. Ele encerra seu mandato no estado este ano, e deu uma demonstração de unidade no PT ao reconciliar-se com Jacques Wagner e apoiar a candidatura de Jerônimo Rodrigues, eleito governador.
Simone Tebet
A senadora e candidata à Presidência pelo MDB neste ano foi peça chave para a eleição de Lula, colaborando com a campanha especialmente em sua movimentação para os votos de indecisos e pessoas menos afeiçoadas ao PT. Ela, que prefere assumir a Educação, é cotada para a Agricultura.
Tereza Campello
Campello é ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome no governo Dilma Rousseff, e é bem vista aos olhos de Lula como uma opção para ministérios da área social, que serão ampliados no novo governo do petista.
Wellington Dias
O senador pelo estado do Piauí é um dos sondados a assumir o Ministério da Fazenda no governo Lula. Ele foi um dos coordenadores da campanha do ex-presidente e colaborou na elaboração de propostas para a economia.