Foto: Gazeta de São Paulo
O vereador de São Paulo e pré-candidato a deputado federal, Fernando Holiday (NOVO), criticou o que chama de “cancelamento seletivo”, que segundo ele é uma prática feita por militantes de esquerda com representantes da direita.
“O cancelamento seletivo é o seguinte: os grupos de esquerda extremistas, eles se organizam nas redes sociais para buscar erros daquelas pessoas que discordam deles. […] Eles procuram pessoas que reprovam as ideias deles, e no primeiro deslize eles fazem uma organização nas redes sociais e nas mídias sociais, na imprensa, etecétera, para atacar aquele sujeito. E quando os mesmos erros são cometidos por pessoas do espectro ideológico da esquerda, esses ataques não acontecem”, afirmou.
Em um tweet de novembro de 2021, o político comentou sobre o assunto dizendo que “para alguns da esquerda, o crime ou a gravidade dele depende de quem o comete”.
Cancelamento seletivo existe?
– Racismo de Ciro Gomes contra mim;
– José de Abreu cuspiu em uma mulher;
– Jean Wyllys foi homofóbico com o Eduardo Leite.Algum desses nomes foi cancelado? NÃO!
Para alguns da esquerda, o crime ou a gravidade dele depende de quem o comete.
— Fernando Holiday (@FernandoHoliday) November 3, 2021
Na entrevista ele citou como “vítimas” recentes desta prática o ator americano Johny Depp e o cantor Gusttavo Lima.
No caso de Depp, o astro de Hollywood viu sua reputação declinar após uma série de polêmicas e brigas com a ex-mulher, Amber Heard, tomarem as manchetes de jornais pelo mundo.
Já o cantor sertanejo foi alvo de diversas críticas nas redes sociais após ter seu nome incluído na polêmica da ‘CPI dos Sertanejos’, que investiga os altos cachês pagos a artistas do gênero para se apresentarem em cidades de pequeno porte. Por conta disso, Gustavo teve um show cancelado pela Prefeitura de Conceição do Mato Dentro, em Minas Gerais, que custaria R$ 1,2 milhão aos cofres públicos.
Em contraponto aos ataques a Gustavo Lima, Holiday mencionou apresentações feitas no último mês pelas cantoras Daniela Mercury e Ludmilla, em que ele afirma que ambas realizaram ‘showmícios’ (shows em favor de um determinado candidato, com pedido de votos) a favor do ex-presidente Lula e não sofreram retaliações dos ‘grupos de cancelamento’.
“E aí nesses casos, esses mesmos grupos de cancelamento não agiram, mas agiram contra o Gusttavo Lima, que nem chegou a fazer o show. Quer dizer, há um cancelamento seletivo nesses casos. Se o erro é o mesmo, a reação deve ser proporcional”, argumentou.
Intriga em rede social
Holiday e Ludmilla tiveram uma discussão no Twitter nesta segunda-feira (30), justamente por conta do show da cantora na Virada Cultural que ele citou como pró-Lula. Durante a apresentação, que aconteceu no domingo (29), a cantora fez a letra ‘L” com a mão e incentivou a plateia a fazer também. Pelo gesto, o vereador entrou com um processo na Justiça em que pede a suspensão do cachê pago à Ludmilla.
Na rede social, a cantora respondeu à ação do político, dizendo que a letra é a inicial de seu nome. “Ô @FernandoHoliday, deixa eu contar um segredo: meu nome também começa com a letra L!”.
Ô @FernandoHoliday, deixa eu contar um segredo: meu nome também começa com a letra L! https://t.co/izdPQKdaLQ
— LUDMILLA (@Ludmilla) May 30, 2022
Em resposta, Holiday publicou uma foto de Ludmila ao lado de Lula e de outros artistas, muitos deles reproduzindo a letra “L” com as mãos. Na legenda, ele escreveu que a cantora “nunca fez “L” nos seus shows e que a única vez foi no “contexto de campanha”.
Toma vergonha na sua cara! Nunca fez “L” nos seus shows. O povo paulistano não é idiota.
A única vez que fez foi em contexto de campanha, como esse aqui: pic.twitter.com/tkUPuE4zeF
— Fernando Holiday (@FernandoHoliday) May 30, 2022
Mais uma vez rebatendo Holiday, a cantora mandou o vereador “calar a boca” e fazer o “L”. Ela publicou também um vídeo de uma outra apresentação, onde pedia que os fãs fizessem o “L”.
Aí fernandooooo feriado, cala a boca e faz o L😜
— LUDMILLA (@Ludmilla) May 30, 2022