O PSDB passa por um momento de grande crise após a perda de sua hegemonia política. Esse cenário, escancarado pela falta de representação no Congresso Nacional nas eleições este ano e a tentativa falha de reeleição do atual governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, tem levado o partido a planejar bem sua reconstrução a partir de 2023.
Para o prefeito de Jacareí, Izaías Santana (PSDB), essa movimentação em busca de retomar as estruturas do partido deve partir de dois pontos principais: primeiro, a eleição dos tucanos Eduardo Leite (RS) e Raquel Lyra (PE); e segundo, a fusão entre os partidos de centro em busca de uma alternativa definitiva e forte contra a polarização.

“Se nós elegermos Eduardo Leite, no Rio Grande do Sul, e a Raquel Lyra, em Pernambuco, nós teremos possibilidade de sermos importantes no cenário nacional, e a partir deles o partido vai ter que ter uma nova configuração no país. A partir daí, nós precisamos ter prefeitos do PSDB, como os de São Bernardo e Ribeirão Preto, que possam falar em nome do partido no estado e reorganizar isso”, disse em entrevista ao Talk+, podcast do portal SP RIO+.
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Imaginando esta configuração com Leite e Lyra eleitos em seus estados, além da consolidação de Simone Tebet (MDB) – nome escolhido pela ‘terceira via’ para a disputa das eleições presidenciais -, Izaias acredita que o caminho para a recuperação do PSDB se abra.
“O segundo momento é de fusões. Acho que um partido que tem 19 deputados federais não pode querer pretender ser atrativo para um bom candidato a prefeito de grandes cidades. E daqui a quatro anos não será atrativo para um bom candidato a governador no RJ, em SP e MG. Nós vamos criar um grande partido de centro? Ainda há espaço no Brasil pra isso juntando MDB, PSDB, Cidadania e Podemos. No dia que o Brasil cansar dos dois extremos, é preciso que tenha um grande partido sério, responsável, de centro, para ser uma opção para o Brasil”, explicou.
2° turno em SP: ‘não’ ao PT e falta de confiança em Tarcísio
Para o segund0 turno no estado de São Paulo, Izaias declarou não apoiar nenhum dos dois candidatos e disse “não ter mais idade para ser surpreendido”. O prefeito afirmou que não dará seu apoio a Fernando Haddad (PT) por não ser petista, e por outro lado não irá dar seu aceno positivo para Tarcísio de Freitas (Republicanos) por não confiar no candidato de Bolsonaro.
“Eu conheço o Haddad, eu conheço o PT. Não sou petista e não daria apoio a um candidato petista. Mas eu não conheço o candidato Tarcísio. O que eu conheço, não me deixa confortável para aderir, para dar o meu apoio. Eu não conheço o suficiente para ir à rua e dizer ‘vote, eu confio’. Como eu não confio e não conheço o suficente para fazer esse tipo de adesão, eu prefiri ficar na minha esperando que o povo vote conscientemente”.