Para Felicio Ramuth (PSD), candidato a vice-governador de São Paulo na chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos), o cenário após o primeiro turno das eleições tem favorecido o atual presidente Jair Bolsonaro (PL), quem considera que tem tido diversos acertos na campanha e tem “todas as chances para se reeleger”. Já o ex-presdiente Lula (PT), em sua opinião, pode acabar amargando derrota pelos posicionamentos dos últimos dias.
Com 100% das urnas apuradas, o primeiro turno da disputa presidencial fechou com Lula na primeira colocação, com 48,43% dos votos, e Jair Bolsonaro, com 43,20%, na segunda.

Em entrevista ao portal SP RIO+, Felicio fez uma análise da votação do último domingo (2) e das ações tomadas pelos dois candidatos buscando apoios para eleição. Na fala, ele destacou a postura “equilibrada” de Bolsonaro.
“Termina a eleição, desce para entrevista um Bolsonaro absolutamente tranquilo, calmo, equilibrado. Não questiona o resultado das urnas. Quando é indagado por uma repórter, respira para responder com tranquilidade. E depois, ele sai às 7h da manhã do dia seguinte, ele vai atrás do Zema (governador de MG), ele vai atrás do ibaneis (governador do DF), ele vai atrás do Rodrigo Garcia (governador de SP), ele vai atrás do Castro (governador do RJ), consegue o apoio de todos eles e, pra coroar ainda, o do [Sérgio] Moro”.
Apesar da missão complexa de vencer Lula no segundo turno, como Felicio define, Bolsonaro tem grandes chances de ganhar se mantiver esta linha de atuação em sua campanha até o dia 30 de outubro, quando acontecem as votações para o segundo turno. Em resumo, para Felicio – que é apoiado pelo presidente em sua aliança com Tarcísio em São Paulo – a estratégia de Bolsonaro
Em sua opinião, Lula e o PT, na direção contrária de Bolsonaro, vêm cometendo uma série de erros que podem culminar em derrota.
“Eu vejo agora, neste momento pós primeiro turno, o Lula e o PT cometendo uma série de erros, e você sabe que em campanha quem faz mais erros é quem perde, né? Então primeiro [erro] alimentou a militância de que era possível ganhar em primeiro turno. É erro básico, básico, porque depois quando não ganha em primeiro turno já é derrota. Depois, reservou e fechou a avenida Paulista para comemoração. E aí ele vai lá para a entrevista após a eleição e começa dizendo que o segundo turno é uma ‘prorrogaçãozinha’. Segundo turno é outro jogo. É jogo de volta'”, destacou o ex-prefeito de São José dos Campos.
Ainda na visão de Ramuth, o petista parece não estar com vontade de ser presidente e a vantagem de Tarcísio sobre Haddad no primeiro turno em São Paulo teria sido uma “bomba” para campanha do PT.
“Eu não queria estar lá, hoje, na coordenação da campanha do PT. O clima é muito ruim. É uma sequência de erros. Hoje acabei de ver, já tem uma discussão interna lá sobre teto de gastos. E a Simone [Tebet] que declarou apoio se tiver alguma coisa de teto de gastos. Quero ver como vão resolver esse pepino aí”.